terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A importância de amamentar no quarto do bebê

Acredito que uma das experiências que me ajudou muito a colocar a Marina para dormir no quarto dela foi amamentar em seu quarto.

Lógico que eu não conseguia fazer isso todas as vezes, afinal de contas, às vezes, a gente quer assistir um pouco de televisão ou ficar ao lado do maridinho e tal... mas faço principalmente à noite e quando há muita gente em casa (neste último caso, só para ela mamar em paz, sem tumulto em volta).

Acredito que tenha sido importante este momento em seu quarto para ela entender que lá não é um lugar que ela fica sozinha (ao dormir), e ver que é um ambiente que faz parte da casa bem como meu quarto ou qualquer outro lugar da casa.

Pensa só: se ela ficar só quando está dormindo, neste caso sozinha, vai achar que lá é um lugar em que estará sempre sozinha. Ela precisa se sentir acolhida pelo quarto e ver que estaremos lá sempre que precisar. Assim, não fica aquela sessão de terror quando acorda, chorando, querendo sair às pressas do quarto ou então querendo dormir em nosso quarto.

Foi bom para mim também, já que eu achava, no início que só o meu quarto era acolhedor para ela. Assim, fui me adaptando ao novo ambiente da casa, deixando-o mais humano frequentando-o constantemente com ela.

Todos os dias também coloco-a para brincar com os brinquedos do berço, deixo-a sozinha por uns minutos e depois brinco junto, justamente para manter o clima de: aqui é o seu lugarzinho, mas estarei por aqui sempre que precisar de mim. Ela também precisa do cantinho dela, precisa ter sua privacidade, porém, com muito carinho.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O dia em que Marina não quis comer. Nem mamar.

Marina acordou meio de mal com a vida, não sorriu.

Achei estranho, mas fomos à papinha de fruta. Não quis. Cerrou os lábios com força e ficou "murchinha" no canto do cadeirão.

Achei que fosse pedir para mamar. Não pediu. Brincamos um pouco e achei que ela devia mamar um pouco. Mamou um pouquinho e dormiu. Dormiu, dormiu, dormiu...

Acordou e não quis almoçar sua papinha. Foi aí que ela pôs o dedinho na boca e resmungou. Sua gengiva pareceia ter sido picada por um marimbondo e a gengiva já transparente, indicava mais um dentinho, agora o incisivo superior direito. Marina já tinha os dois incisivos inferiores mas não tinha dado este trabalhão todo.

Bom, passou o dia resmungando, bateu o dente no cadeirão, chorou mais ainda, mamou pouco e não comeu nada. Dormiu bastante e pediu muito colinho. Eu dei, né?

Essa foi a primeira vez que a minha mamíferazinha recusa um bom mamá, mas também, coitadinha, passou por um momento difícil... vai passar... é só ter paciência e dar muito, muito carinho.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Minha experiência em doar leite materno

Doar leite me fez tão bem...

Independentemente de ser um ato nobre, doar leite fez bem à minha alma, tanto quanto amamentar a Marina.
Hoje sou uma mãe muito mais feliz, por poder ter a oportunidade amamentar não só a minha filha, o que já me realizava plenamente, como também de oferecer meu leite à outros bebês que nem conheço, mas que puderam receber o meu carinho além do de suas mamães em um momento tão difícil de suas vidinhas.

Ao Ministério da Saúde e aos profissionais que trabalham incansavelmente na busca de mamães doadoras e que cuidam com muito carinho de nossos leitinhos, parabéns.

E um agradecimento especial ao Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo pelo incentivo inicial, quando doei "um dedinho" de leite materno quando Marina tinha 40 dias de vida. Embora eu conheça somente as técnicas que vinham buscar o leite aqui em casa, criei um carinho enorme por todas as que trabalham nesta tarefa maravilhosa.
Aos filhos do meu leite, obrigada pela oportunidade.
Sejam muito felizes e sadios.

Tudo o que fiz foi por amor à vida.

Fabi

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O dia em que o mamá virou lanchinho

Hoje o mamá ficou em segundo plano.

Marina aproveitou as papinhas mas, lógico, tudo dentro do seu padrão de quantidade de papinha.

Tomou seu café da manhã com dois peitos, comeu sua frutinha, mamou só para dormir, almoçou, brincou, comeu frutinha, brincou, jantou mamá e depois fez aquela "cerinha" no peito para dormir. Não lembrou do mamá depois de comer nenhuma vez.

Espero que isso ocorra mais vezes, afinal, é uma delícia vê-la comer e ela precisa crescer lindona com os papás de sua mamãe e, quando ela quiser, o mamá estará sempre aqui, quentinho prontinho para ela!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cansada, muito cansada. Amamentar de madrugada. De novo.

Já faz uns dez dias que a Marina está dando um trabalhão para dormir à noite.

Ela tem sono, dorme às dez da noite, mas acorda de hora em hora até uma, duas da manhã e quer mamar. Às vezes, chama mais vezes à noite, e aí acorda de duas em duas, de três em três horas e mama. E eu achei que isso perduraria só por um tempo, parece que voltamos ao primeiro trimestre de vida.

E eu preocupada quando tiver que trabalhar daqui duas semanas... será que ela está sentindo isso? Sei lá... Só sei que estou quebrada. Preciso MUITO dormir...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Amamentação X Volta ao trabalho

Não está sendo fácil.

Pensar na separação, nem que seja por somente 8 horas (7 às 14h), está de tirar o sono. O que me consola é que assim a Marina comerá uma quantidade maior de papinha pois não terá o peito à disposição neste horário. E ela PRECISA comer.

Hoje tentei dar os dois peitos para ela mamar pela manhã e deu certo. Ela mamou os dois. Até ontem eu tirava o segundo peito e doava. Também estou me conscientizando de que uma hora terei que deixar de doar, afinal, não produzirei leite para sempre...hehe

Estamos planejando a rotina da Marina para que ela não precise do leite enquanto estiver fora, substituindo as mamadas pelas frutas e pela papa salgada. Ontem ela também tomou meu leite no copo, tem tomado uns golinhos de água e até conseguiu chupar um canudinho duas vezes (isto eu continuarei tentando, muito legal!). Foi a primeira vez que deu certo, então se um dia precisar, não será tão difícil assim.

Esquema de alimentação para a Marina até entrar na escola (em 19 de janeiro de 2011):
  • 5h30: Leite materno (2 peitos)
  • 10h (hora que ela acorda): Fruta pura ou misturada à outras, com ou sem aveia em flocos finos
  • Depois, um passeio
  • 11h30: Papa salgada, água ou suco
  • Depois, brincar.
  • 13h: Fruta
  • 14h30 em diante: Leite materno e paparicos da mamãe até de noite!!!!
Este é o primeiro post da série "Volta ao trabalho". Me dedicarei agora a passar esta experiência de amamentar e voltar a trabalhar, acredito que este seja o meu maior desafio agora. Não que eu não queira amamentar, eu não queria era trabalhar!!! heheheheh

Ainda acho que a licença-maternidade tinha que ser de 1 ano...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As fases do bebê - O quinto mês

O quinto mês é delicioso.

É um crime apenas 4 meses de licença-maternidade. Eu tive a oportunidade de ter os 6 meses mais 30 dias de férias e isso é uma benção.

Não sei como ninguém nunca pensou que 4 meses era pouco, pois o quinto mês é a consolidação da amamentação. Você já não tem os "grilos" de ter ou não ter leite, já entende quando o bebê está com fome, aliás, ele já aprendeu a te pedir, os horários ficam mais espaçados, dá para brincar muito, passear, saber mais ou menos os horários de tudo e, se estiver mamando direitinho, com uma boa pega, sem água, sucos, chás ou outros alimentos, seu peito estará "bombando" de leite, mas sem aquele transtorno de ficar vazando toda hora, sem dores e os empedramentos diminuem muito. E olha que eu continuo doando meus 80mL/dia!

Fora que é a consolidação do vínculo. O bebê olha nos seus olhos como nunca havia olhado e entende que você está o alimentando. Ele sente seu carinho quando você o amamenta e retribui de uma forma única. Faz carinho em você quando está mamando, mexe no seu rosto, dá umas risadinhas e é TUDO DE BOM.

O bebê já está um pouco mais independente, brinca um tempo sozinho, assite a televisão, sorri para o que gosta, acha que já pode sentar (hehe) e, no caso da Marina, acha que já pode ficar em pé... Joga os brinquedos no chão, adora passear, interage com músicas, já sabe quem é sua família e mostra do que gosta e do que não gosta e de quem não gosta também, o que às vezes nos deixa numa "saia justa"... Marina já sabe dar "beijinhos", sabe quando está agradando, sabe chamar nossa atenção, enfim, já está mais presente no mundo e é delicioso!

A única coisa é que no quinto mês começou a minha angústia da separação. A preocupação com os novos alimentos, com "será que ela vai domir sem meu peito?", "sentirá fome?", "sentirá minha falta?" São perguntas que todas as mães fazem, todas sofrem e, depois de alguns dias de separação, tudo se ajeita. Como Deus é muito bom, depois eles nem se lembram das horinhas que passaram longe da gente, é claro, se formos muito presentes na hora em que voltarmos para casa...

O que me acalma um pouco é meu horário de trabalho: 8 às 14h então terei dois terços do dia para ficar com ela e amamentar tudo o que ela não mamou neste horário. Estamos estabelecendo horários e planejando sua alimentação para que não precise nem mamar no copo. Ela só tomará leite quando eu chegar.

O que eu tenho para falar sobre este mês é o seguinte: se você não trabalha, aproveite para curtir muito, se já está trabalhando, quando chegar em casa, deixe as outras coisas de lado e fique ao lado do seu bebê mas se você está em licença-maternidade ainda, não deixe que a angústia atrapalhe seus últimos momentos de convivência exclusiva e integral com seu bebê. Este tempo não voltará mais e, se não aproveitar, vai deixar de participar de grande parte da formação do seu bebê, perdendo oportunidades valiosas de poder ajudar a formar sua personalidade e, principalmente de consolidar o vínculo entre vocês. O bebê está pronto para aprender as coisas do mundo. Aproveite!

As "Fases do bebê" - Primeira semana

As "Fases do bebê" - Primeiro mês
As "Fases do bebê" - Segundo mês
As "Fases do bebê" - Terceiro e quarto mês
As "Fases do bebê" - Sexto mês - em breve!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marina mamando deitada

Eeta é a Marina mamando deitada comigo na cama aos 6 meses. Sei que a foto não está muito boa, pois foi tirada do celular, mas quem quiser saber mais sobre esta história... clique aqui.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quanto dar de papinha?

Que dúvida... No início não tinha nem idéia.

Coloquei uma colher de sobremesa de cada coisa, no caso, a primeira papinha da Marina foi purê de mandioquinha com cenoura e espinafre. Vomitou tudo.

No segundo dia, foi a mesma quantidade, porém, sem o espinafre. Foram 4 colheradas, mas sem vomitar. Ótimo. E foram aumentando as colheradas até que peguei a balança e vi que ela comia 20g.

Meu Deus, mas só 20 gramas? Mas são 20 de papinha salgada e 20 de papinha de frutas, ou seja, no final do dia com duas de frutas e uma salgada, são 60g de alimento, fora o leite. E, como eu disse no post anterior, ela nunca se alimentou através de outra pessoa, sempre controlou a quantidade de alimento ingerida, então ainda está aprendendo a comer. Para verificar se a quantidade está sendo boa, comecei a observar suas reações e vi que o cocô começou a ficar mais consistente. Aí percebi que, por enquanto, a quantidade está sendo suficiente.

Quanto ao mamá, pois é, acho que a Marina ainda não entendeu que comida mata fome e ainda mama a mesma quantidade de antes, como consequencia, anda ganhando umas celulites a mais nas coxas... E, por esta razão, ao final de cada papinha, como sou eu que dou, ela sempre pede mamá, aí eu levo ela ao pátio ou brinco com ela para se distrair e dou um tempinho para dar o mamá para que se acostume.

Não podemos esquecer também que a densidade do alimento e do leite materno é MUITO diferente, ou seja, uma coisa é ingerir 120mL de leite (mais ou menos a capacidade de seu estômago) e outra é a mesma quantidade de purê ou de uma fruta mais pesada (manga ou banana por exemplo).

Não está sendo fácil, mas sei que com muita paciência e carinho tudo vai dar certo.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Papinhas e Mamá

Marina e a papinha de beterraba,
batata e abóbora
Estive meio ausente estes últimos dias, mas é que estou meio atrapalhada com as papinhas.

No início deste blog, disse que enquanto eles estavam dentro da barriga era fácil, que o umbiguinho resolvia tudo. Hoje minha opinião é outra. Amamentar é fácil. Duro é fazer papinha e, principalmente dar papinha.

Marina começou com frutas amassadinhas e já está na salgada, mas em 5 dias ainda não saímos da décima colherada (pequena) de mandioquinha com cenoura. Suco? só de pêra. 15mL de água após o almoço. Abacate, mamão, banana, manga, ameixa...

O mais difícil está em fazê-la entender que isso é comida, assim como o mamá. Ela termina a fruta (que ela está comendo relativamente bem) e quer mamar. Aí eu desço com ela no pátio, converso, brinco e para deixar o mamá para depois para que ela não associe comida a mamar depois.

O copinho também está difícil, mas vamos caminhando homeopaticamente.

A questão do copinho sob minha visão: o mais interessante de dar líquidos no copo é que ela não toma passivamente como na mamadeira, ela sente o sabor do alimento. Por isso também que é mais difícil, o bebê tem que aprender a gostar do que bebe, assim como as papinhas. No início, o bebê não toma suco ou água porque está com sede. Toma porque quer sugar e, por consequencia, ingere o líquido. Para ele, o prazer de sugar supera o gosto ou não pelo alimento. Lógico que, com o tempo, ele se acostuma e passa a gostar. Mas o que eu quero ensinar à Marina é que ela pode experimentar, saborear e não comer ou beber de forma passiva, simplesmente pela questão da necessidade de sucção.

Por isso também tive que entender que a Marina não tomaria 100mL de água ou suco de uma vez. Pense o seguinte: ela mama no peito desde que nasceu e, assim sendo, controla sozinha a quantidade e o fluxo do líquido que bebe. A mama também não verte 100mL de líquido de uma vez. Marina demora pelo menos 15 minutos para mamar essa quantidade no peito. Imagina agora o que é, para ela, ver um copo cheio de líquido que verte em sua boca de uma vez com uma outra pessoa controlando este fluxo. Não sabemos qual o hábito dela, pois como já disse antes, a mama infelizmente não é transparente... Teremos que aprender os hábitos adquiridos por ela nesses 6 meses para conseguir alimentá-la. Essa é uma consequencia da livre-demanda e isso é ótimo, pois ela saberá o resto da vida dela controlar sua ingestão de alimentos através da sensação de saciedade e dificilmente será obesa, situação que pode acarretar diversas doenças futuras.

Não está sendo fácil, mas superaremos essa fase, pois quero que a Marina aprenda a saborear tudo e saiba ter opinião à respeito dos alimentos. Mas que ela gosta de um mamá, ah, como ela gosta...(e eu também heheeh)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Consequencias do uso de bicos artificiais (mamadeiras e chupetas)

"..Neném sem chupeta

Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você..."

O bebê chora mesmo.
Ele chora porque é o único meio de se comunicar e porque está passando por novas situações, completamente diferentes daquelas vivenciadas no útero da mãe. Nunca precisou comer, beber, mamar, sentir frio, calor, fome, sede. Estava ali juntinho de você, quentinho e quietinho. E então achamos que ele deve ser independente logo no primeiro dia de vida e que a gente não tem tempo para amamentar o dia todo, na hora que ele quer e que ele tem que entender que o mundo é difícil mesmo, mesmo sem saber que está no mundo ainda. Veja meu depoimento sobre "chupetar" aqui. E a minha experiência com chupetas aqui.

E então, a avó ou a tia ou a gente mesmo, compra uma chupeta lindona importada com o apelo comercial de que é bem parecido com o seu mamilo. E, se não dá certo, a gente tenta outras e outras até o danadinho pegar. Quando o bebê pega, todo mundo diz: "Ah, que lindinho! Parece que nasceu com ela". E aí é só o começo:
  • Redução do tempo de aleitamento
  • Redução do tempo de contato mãe-bebê, causando alterações emocionais na dupla mãe-bebê
  • Aumento das infecções no bebê e na mama (neste ultimo caso, "sapinho" e mastites)
  • Aumento das doenças alérgicas no bebê
  • Alterações da fala pela anteriorização da língua entre as gengivas ou entre os dentes devido à sua hipofunção, alterando a produção de alguns sons pela projeção inadequada da língua, principalmente os sons de /t/, /d/, /s/, /z/ e /n/ (resumindo: a língua é um músculo que fica flácido devido ao pouco "exercício" que faz durante a sucção da mamadeira e da chupeta prejudicando a fala)
  • Alteração da deglutição
  • Alteração da tonicidade e da postura oral
  • Alterações no reflexo de sucção e deglutição
  • Alterações no desenvolvimento do maxilar
  • Aumento da chance de problemas ortodônticos e de motricidade oral
  • Crianças que não fazem uso de chupeta possuem uma chance 4x maior de serem amamentadas até o sexto mês de vida (eu vi isso na prática)
  • O uso de chupetas e mamadeiras deixa o palato duro estreito e profundo, levando a um mau alinhamento dos dentes e alteração da sobreposição dentária, acarretando em desequilíbrio da musculatura oral (aconteceu comigo e com o meu irmão)
  • Lembrando ainda que o uso de chupetas no recém-nascido aumenta o risco de morte súbita.

Percebi que o bebê que usa chupeta e/ou mamadeira babam muito mais, devido à alteração na deglutição da saliva e dão mais trabalho na hora de começar a mastigar e a deglutir os alimentos, cospem e engasgam mais.


Além disso, ficam mais tempo com a boca aberta, respirando mais pela boca do que pelo nariz.

O bebê que usa chupetas normalmente é um bebê que tem a fama de "chorão" e os pais alegam que não podiam mais com aquele desespero todo. Resumindo, a chupeta serve para "calar" o bebê, como um botão de "off". O bebê precisa chorar, faz parte do seu desenvolvimento mas não é preciso deixá-lo chorando, se ele chora, temos que tentar entender o que ocorre: ou ele não está mamando corretamente, ou está sujo, com sono, cansado de tantas visitas, com frio, com calor, com dor ou só quer carinho.

A bochecha, o lábio inferior e a língua ficam mais flácidos e o lábio superior atrofiado (hoje reconheço de longe um bebê amamentado e um que usa bicos artificiais).

O bebê esteve na sua barriga por aproximadamente 40 semanas. Dê um tempo para ele se habituar ao mundo. Aproveite sua licença-maternidade, entregue-se à este novo amor. Um dia, quando as necessidades do seu bebê forem outras, você sentirá falta disso tudo.

Amamentar em público não é obsceno!

Que polêmica doida foi essa? Só na internet mesmo...

Se amamentar em público fosse obsceno, todas as nossas avós teriam sido presas por atentado violento ao pudor! Eu, inclusive. Olha eu amamentando em Monte Sião!

Que inversão de valores, hein? Sem comentários...

Bom pelo menos, serviu para a criação do "Eats on Feets", movimento que estimula as mães a compartilhar leite materno. Aqui no Brasil, você pode compartilhar através dos Bancos de Leite.

Para quem quiser ler a matéria na Revista Crescer: Amamentar não é obsceno, facebook!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Frutinhas com leite materno


A Marina está adorando as frutinhas. Bom, acho que está. Heheh.

Várias caretas, engasgos, gritinhos... Mas acho que está gostando sim, pois ainda não recusou nada. Por enquanto ela já provou banana, mamão papaia, ameixa (estava docinha!), maçã (engasgou um pouco, talvez deixe para mais tarde) e manga (amou!!!). No entanto, só a ameixa foi pura, aos pedacinhos (fora a banana da foto heheheh). O restante, fiz um purezinho com leite materno tirado na hora!
Eu coloco 10mL em dois a três dedinhos da futa, amasso com um garfo e dou.

Marina mama às 6 da manhã e, assim que acorda novamente, às 9-10 horas, eu ofereço a fruta. Nos primeiros três dias ela pediu para mamar em seguida, mas no quarto dia, já pulou a mamadinha e só quis mamar perto das 12h, hora em que dorme novamente.

Por enquanto, ainda estamos na luta com o copinho, mas tudo bem, vamos no tempo dela.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Alimento sólidos? Só depois dos 6 meses!!!

Porque é importante o aleitamento materno exclusivo até os seis meses?

Há vários motivos:

Em primeiro lugar porque confere ao bebé uma maior protecção imunológica (a protecção mantém-se por todo o tempo que durar amamentação mas tem mais efeitos enquanto for exclusiva).

Porque se estima que 6 meses é o tempo que o sistema digestivo do bebé necessita para amadurecer completamente e poder tolerar outros alimentos, evitando desta forma reacções, tais como gases, obstipação e outros problemas digestivos.

Até mesmo ao nível do desenvolvimento motor, um bebé de 6 meses já conseguirá mostrar que está preparado para receber outros alimentos, sendo capaz de sentar-se melhor, recusando quando não quer mais alimento e agarrando a comida com as próprias mãos para levar à boca.

Amamentar em exclusivo até aos 6 meses também diminui os riscos de reações alérgicas aos alimentos e de eventuais carências de ferro.

Por outro lado, amamentar em exclusivo até aos 6 meses garante uma boa produção de leite na mãe durante mais tempo (num período em que ainda é fundamental para o desenvolvimento do bebé).


Retirado de: http://aquihabebe.blogspot.com/2010/11/porque-adiar-introducao-dos-solidos-ate.html
Excelente blog da colega Sofia, de Portugal. Um beijo e obrigada, Sofia!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Benefícios do aleitamento materno

A amamentação traz uma série de benefícios para a formação do Sistema Estomatognático (conjunto de estruturas bucais que desenvolvem funções comuns, tendo como característica constante a participação da mandíbula), seguem algumas:

  • Promove crescimento facial harmônico
  • O maxilar cresce de forma dem direcionada
  • Promove o amadurecimento oral
  • Estimula a tonicidade muscular
  • Promove o bom desenvolvimento da ATM (articulação têmporo-mandibular)
  • Promove espaço suficiente para a erupção dos dentes
  • O movimento da amamentação é uma preparação para a mastigação
  • Promove a respiração correta, que é a nasal
  • Melhora o desenvolvimento mandibular
  • Fortalece a musculatura do queixo
  • Amolda corretamente o palato duro ("céu da boca")
  • Alinha os dentes
  • Reduz a incidência de má-oclusão ("mordida inadequada")
  • Previne a ocorrência de alterações na deglutição
  • Contribui para a fala
  • Fornece estabiliadde psicológica ao bebê que diminui a incidência de hábitos orais inadequados (chupar os dedos, roer unhas, etc)
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