segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O leite não diminui após os 6 meses


Marina mamando no clube
aos 7 meses e meio de idade
 Já ouvi muita gente dizer que desmamou o bebê aos seis meses porque seu leite diminuiu muito.

Realmente é o que parece à primeira vista. No entanto, observando o meu leite vi que esta não é a realidade e pensei em algumas hípóteses.

Fisiologicamente, o que acontece é que, após os seis meses, o reflexo de descida fica realmente um pouco mais lento, ou seja, o leite demora mais a descer após o bebê começar a sugar. São apenas uns segundos a mais, mas o suficiente para um bebê impaciente reclamar e chorar. Então, a mãe pensa que seu leite está "secando".

Uma outra situação é que, muitas vezes, o bebê nesta idade está fazendo uso de mamadeira e/ou chupeta e já perdeu a habilidade de sugar o peito, aí então realmente o leite pode estar reduzido devido à sucção ineficaz. A mamadeira, inclusive, acostuma o bebê a ter o leite em maior quantidade e com pouco esforço, fazendo com que se irrite ao ter que "esperar" o leite descer no peito após algumas sucções.

Uma outra situação que pode fazer com que a mãe pense que o leite está "secando" é que, antes, independentemente da quantidade de leite armazenada na mama, o bebê não via problemas em ficar ali, só sugando até o leite aparecer (à noite, por exemplo, quando a quantidade de leite armazenada na mama é menor) e, hoje, por ser um bebê maior, quer mamar, mais rápido, uma quantidade maior de leite (afinal de contas, ele tem seus brinquedos agora!) e também pode reclamar.

Por esta razão, nesta idade é importante e essencial ao seu desenvolvimento a introdução de novos alimentos (frutas e papas salgadas), pois assim, há tempo suficiente, entre um papá e outro para que seu peito encha novamente e seu bebê não tenha que fazer tanto esforço para sugar e possa alimentar-se com a quantidade ideal de leite para sua necesisdade.

Embora a Marina não reclame pois ainda gosta muito de estar ao peito (às vezes faz só uns hum hum enquanto suga...), sempre que possível, intercalo mamá com papá, assim o peito fica repletinho e ela não precisa ficar se esforçar tanto, pode mamar um tantão rapidinho e voltar a brincar!!!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amamentar descansando

Marina tem dado um certo trabalho depois que voltei a trabalhar. Agora, indo à escola, um pouco mais.

Ela tem exigido bastante minha atenção e mamado muito, muito mesmo. Anda estranhando a comida, às vezes come bem pouco, então, mama mais. Chego a tirar 200mL de leite no horário de trabalho. Segunda-feira, então, é uma benção a quantidade de leite que produzo.

Ela também tem mamado de madrugada, coisa que não fazia desde os dois meses de idade, salvo quando da erupção dos dentes.

Para isso, insisti na história de mamar deitada. Pra longe de novo a "Encantadora de Bebês" e levei a Marina para a cama. Para a minha cama. Saio do trabalho, pego a Marina na escola, chegamos em casa, ela mama um pouco (mesmo porque vem chorando no carro para mamar) e tomamos um banhão de chuveiro. Deitamos na cama e Marina mama mama mama. E o melhor: dormimos. As duas.

Temos feito isso todos os dias. Tem me ajudado muito pois, trabalhar e amamentar não é fácil. Demanda uma energia enorme, mesmo porque também tem as coisas de casa para fazer. Mas como a louça é obediente e não sai de lá, resolvi que teria que descansar.

Aliás, tenho usado todos os momentos de amamentação para descansar. Finalmente aprendi a usar a ocitocina a meu favor. O sono e a molezinha que ela dá quando circula no sangue no momento que o bebê mama é um convite ao relaxamento. E amamentar é uma "ótima desculpa" para curtir sua cria sozinha e sentar um pouco, esticar as pernas e, às vezes, dormir, hehe.

E, assim, descansando, posso fazer um carinho à Marina que mama gostoso, sem pressa e pode, depois de um dia de escola longe de casa, dormir ao lado de sua mamãe, bem pertinho.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E eu que pensei que ia parar de doar leite

Nunca tirei tanto leite na vida.

Agora que voltei a trabalhar, Marina tem mamado às 6 da manhã e volta a mamar somente depois das 14h30, então, ao meio-dia, tenho tirado leite no trabalho.

Marina tem mamado bastante quando estou em casa e no fim de semana além de ter voltado a mamar de madrugada, o que deu um plus na produção de leite. Mínimo de 170 e máximo de 200mL somadas as duas mamas. Marina não toma o leite fora do peito, mesmo assim tenho deixado uns 40mL em casa caso precise e, o restante, continuo enviando ao Banco de Leite.

Agora encho um vidro de 500mL em quatro/cinco dias. Na verdade, queria que ela tomasse mas... vamos ver como as coisas ficam já que amanhã ela começa a frequentar a escola. Quem sabe...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A angústia da separação

Vou passar hoje na farmácia para comprar umas vitaminas.

Com a minha volta ao trabalho, a Marina desorganizou todos os horários das mamadas. Hora mama de verdade, hora só chupeta. Nem eu consigo saber mais quando está com fome.

Esta noite resolveu mamar às 3h30 da manhã depois de dormir às 11h30. E eu tinha que acordar às 5. Não tenho dormido mais que 3 horas e meia por noite. Há dois dias tenho realmente passado por momentos de quase dormir dirigindo.

Estamos, novamente, em um período crítico da amamentação. Novamente cansada e com Marina exigindo mais, não só por estar maior mais por sentir minha falta. Não a culpo. O difícil é trabalhar. Amamentar é prazeiroso. Passar meu tempo com minha filha é essencial para mim.

Sei que muitas crianças passam por isso, mas ainda não conheço nenhuma que não use mamadeira e chupeta e que tenha mamado no peito por sete meses sem outro leite.

Não me passa pela cabeça o desmame de forma alguma, mas entendo porque muitas mães optam por esta saída quando retornam ao trabalho. Não posso penalizá-la por isso.

Chorei muito ontem, de cansaço, de medo, de vontade de mandar tudo pro inferno, abraçava-a enquanto mamava, as lágrimas corriam sozinhas.

Meu marido tem me ajudado da melhor forma possível, mas sei também que não há muito o que fazer.

Não tem sido fácil, mas sei que superaremos mais essa fase.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bloqueio do ducto lactífero - empedramento - Parte 2


Sabe aqueles dias em que meu peito empedra? Pois é, aconteceu novamente.

Não sei se foi uma noite mal dormida, a angústia de trabalhar e deixar a pequena aqui, o fato de não ter tirado todo o leite... sei lá, sei que empedrou.

Cheguei em casa e a Marina não tava nem a fim de desempedrar. Fui pro chuveiro.

Massagem, ordenha, nada funcionava. Até que vi um pontinho branco no mamilo. Ahá. Ducto entupido. Já li sobre desentupir com agulha. Nem pensar! Deve ser somente para casos graves, em um hospital. Não sei se fiz certo ou não, mas comecei a passar a bucha e a unha bem levinho. Punha no chuveiro e ordenhava. Fui assim uns dois minutos. De repente, saiu um pedacinho e um pouco de leite. Mais bucha e unha. Ordenhei no chuveiro de novo e, então, desentupiu!!!!

O mais engraçado é que jorrou leite à uma distância de meio metro sem eu ordenhar, parecia uma mangueirinha!!! Depois que parou de jorrar, fui ordenhando aquele fiozinho de leite e esvaziou todinha a "pedra". Quanto alívio! Já estava me dando calafrios!!!!


Veja mais sobre as minhas outras situações de empedramento: Aqui e sobre soutiens que empedraram meu leite aqui.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O dia que Marina quis jantar

Há umas duas semanas atrás, sentamos na mesa para jantar, como de costume. O Ricardo fez o suco, eu terminei a comida, colocamos a mesa e pusemos a Marina sentadinha em seu cadeirão com seus brinquedos.


Sentamos. Começamos a comer e a Marina começou a reclamar.

Pensei: "Pronto, não vou conseguir jantar". Mas vi que ela queria algo de cima da mesa. Como ela vive querendo pegar as estampas da toalha, tentei entretê-la com os brinquedos. Não deu certo. Peguei o garfo e fui em direção à sua boca e ela abriu.

Ricardo! Ela quer comer! Mas a dúvida: era o meu arroz temperado e feijão com paio. O Ricardo disse: Dá. Peguei uma colherzinha e fui dando. E ela comeu. Mais do que comia na hora do almoço.

E no dia seguinte, a mesma coisa. Fui dando do meu prato mesmo. Arroz e feijão com caldinho. Fui dando água para beber também.

A idéia era dar a segunda refeição salgada perto dos oito meses mas, se pediu, é porque está pronta para isso. Até então eram duas frutas (manhã e tarde) e o almoço. O resto do dia, leite materno.

A coisa foi evoluindo de tal forma que, há alguns dias, ela vem realmente pedindo para jantar como pede para mamar. Danadinha. Pra almoçar reclama... Vai entender... Talvez é porque é o horário que estamos os dois comendo e com calma.

O mais engraçado foi o dia que estávamos comendo cachorro quente e ela não quis o arroz e feijão que separei para ela. Dei um pãozinho e ela ficou feliz da vida chupando e arrancando pedacinhos.

Ontem dei macarrão de letrinhas com feijão. Comeu tudo, bebeu meio copo de água e depois mamou. Aí, foi cochilar e eu e o Ricardo fomos cutir uma novelinha...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais sobre a produção de leite


Marina mamando no segundo dia de vida

A quantidade de leite produzido é um resultado direto da quantidade que o bebê suga. Os pesquisadores observaram que , de ordinário, o bebê retira cerca de 80% do leite no seio.

Quando a fome o faz mamar por mais tempo ou mais amiúde, de modo que chegue a extrair cerca de 100% do leite, a produção aumenta até os seios novamente estarem em condições de enfrentar a demanda, produzindo 20% a mais de leite.

Quando o bebê tem menos fome e deixa mais de 20% dentro do seio, a produção diminui correpondentemente.
 
 



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Amamentar fazem os seios "caírem"?

Longe de danificar a forma dos seios, a lactação poderá na realidade aperfeiçoá-la.

Se a lactação for abruptamente interrompida, os seios ficarão murchos e vazios durante algumas semanas, à medida que os alvéolos se degeneram. Cerca de seis meses após o desmame, os seios já terão recuperado, normalmente, sua forma antiga, qualquer que esta tenha sido, mas tenderão a tornar-se levemente menores, talvez devido à redução na quantidade de tecido adiposo.

Na moça normalmente de seios não-volumosos, este fato não deverá fazer diferença. A que tem seios excessivamente grandes achará que a lactação beneficiasua silhueta. O tecido do seio que funcionou, sabe-se, conserva sua forma durante um tempo maior do que o tecido de seio que não funcionou.

Alguns médicos são de opinião que os seios que jamais aleitaram podem estar sujeitos a atrofias e tendem a tornar-se mais cedo seios pendurados ou disformes.
 
 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Agora é a vez do papai escrever seu relato... sozinho com a Marina.

Pedi ao Ricardo que fizesse o relato do primeiro dia da Marina sem a minha presença.
Leia, vale a pena:


Marina e o papai no primeiro Reveillon

Segunda-feira, 03 de janeiro de 2011, um dia muito importante na breve vida de nossa pequena Marina.

Pela primeira vez, desde seu nascimento, ela não teria a companhia de sua mãe durante todo o dia. Acabado o período de licença maternidade e férias, é chegada a hora de sua mãe voltar ao trabalho. Fato normal e inevitável para toda mulher que precisa trabalhar. Mas, no nosso caso, tinha um fator a mais, a Marina mamou exclusivamente no peito até o 6° mês e, mesmo já recebendo outros tipos de alimentos, ainda mama... e adora!

Sou biólogo e me interesso muito por comportamento animal. Jovens leões machos são expulsos de seu bando por seu pai quando atingem uma certa idade. Filhotes de aves são arremesados por seus pais do alto de seus ninhos para que aprendam a voar. São marcos importantes de passagem na vida desses seres. Nossa filhotinha teria também seu dia de passagem.

Nos planejamos para este dia. Conversamos muito e preparamos estratégias de alimentação. Todos os alimentos separados e catalogados para todas as refeições do dia até o retorno da mamãe. Eu já estava com todos os planos na cabeça. Revisamos tudo na noite anterior.

Ao toque do despertador, fui acordado com um beijo de “feliz aniversário”. Não havia me dado conta que era dia do meu aniversário. Para mim, aniversário é a data mais especial de uma pessoa, e eu havia esquecido o meu. Como isso poderia ter acontecido? Minha concentração em fazer tudo acontecer como o planejado e, acima de tudo, que nossa Marina não sofresse com a ausência (ainda que temporária) de sua mãe, me fez deixar de lado meu aniversário.

A Marina ainda dormia e eu me dei ao luxo de permanecer na cama por alguns momentos pensando em como seria o dia. Pensei que presente poderia ser maior do que passar o dia inteiro com minha filha. Ser o fiel e único depositário do seu primeiro sorriso da manhã e receber seu abraço. Poder brincar, vê-la descobrindo cada pequeno detalhe do mundo, alimentá-la e cuidá-la por um dia inteiro (ou pelo menos por boa parte). Para um pai completamente apaixonado por sua filha, não pode haver presente de aniversário maior do que este.

Sobre o que aconteceu no dia, foi tudo dentro do esperado. Todos os planos foram cumpridos. Um pouquinho de choro pra dormir, diversos telefonemas da mamãe e uma alegria imensa ao vê-la chegar. Para mim, uma oportunidade única de ficar com minha filha. Um dia especial na minha vida, que vou guardá-lo com carinho na minha memória.


Post by Ricardo, o pai da Marina.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O desafio da volta ao trabalho amamentando em livre demanda

Não tem sido fácil.

Licença maternidade de 6 meses é pouco, muito pouco para quem amamenta em livre demanda.

Marina mamou exclusivamente até o sexto mês de vida e continua sendo amamentada juntamente com os novos alimentos. É lógico que ainda não come "pratadas" de papinha, pois...


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Quanto produzimos de leite?


Uma curiosidade.

Você já parou para pensar quanto leite você produz durante todo o período de amamentação?
Eu tive esta curiosidade e, estudando, encontrei as seguintes informações:

A média de oito estudos desenvolvidos com nutrizes em bom estado nutricional, que mantiveram amamentação exclusiva, indica:
  • Primeiro mês: 637mL/dia (19 L/mês)
  • Segundo mês: 692 mL/dia (20 L/mês)
  • Terceiro mês: 725 mL/dia (21 L/mês)
  • Quarto mês: 774 mL/dia (23 L/mês)
  • Quinto mês: 816mL/dia (24 L/mês)
  • Sexto mês: 853 mL/dia (25 L/mês)
  • Sétimo mês: 875 mL/dia (26 L/mês)
A partir daí, há diminuição da produção, decorrente da introdução de alimentos na dieta infantil:
  • Oitavo mês: 834mL/dia (25 L/mês)
  • Nono mês: 774 mL/dia (23 L/mês)
  • Décimo mês: 691mL/dia (20 L/mês)
  • Décimo primeiro mês: 516 mL/dia (15 L/mês)
  • Décimo segundo mês: aumenta para 759mL/dia (22 L/mês)

Já tentou fazer a conta de 1 ano de leite materno??? Aproximadamente 263 litros em 1 ano! Que economia hein???

Por isso é que devemos nos alimentar muito bem, não só na quantidade quanto na qualidade, assim como quando estávamos grávidas ou até melhor, já que agora o bebê está cada dia maior e mais ativo.
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