Agora é a vez do papai escrever seu relato... sozinho com a Marina.

Pedi ao Ricardo que fizesse o relato do primeiro dia da Marina sem a minha presença.
Leia, vale a pena:


Marina e o papai no primeiro Reveillon

Segunda-feira, 03 de janeiro de 2011, um dia muito importante na breve vida de nossa pequena Marina.

Pela primeira vez, desde seu nascimento, ela não teria a companhia de sua mãe durante todo o dia. Acabado o período de licença maternidade e férias, é chegada a hora de sua mãe voltar ao trabalho. Fato normal e inevitável para toda mulher que precisa trabalhar. Mas, no nosso caso, tinha um fator a mais, a Marina mamou exclusivamente no peito até o 6° mês e, mesmo já recebendo outros tipos de alimentos, ainda mama... e adora!

Sou biólogo e me interesso muito por comportamento animal. Jovens leões machos são expulsos de seu bando por seu pai quando atingem uma certa idade. Filhotes de aves são arremesados por seus pais do alto de seus ninhos para que aprendam a voar. São marcos importantes de passagem na vida desses seres. Nossa filhotinha teria também seu dia de passagem.

Nos planejamos para este dia. Conversamos muito e preparamos estratégias de alimentação. Todos os alimentos separados e catalogados para todas as refeições do dia até o retorno da mamãe. Eu já estava com todos os planos na cabeça. Revisamos tudo na noite anterior.

Ao toque do despertador, fui acordado com um beijo de “feliz aniversário”. Não havia me dado conta que era dia do meu aniversário. Para mim, aniversário é a data mais especial de uma pessoa, e eu havia esquecido o meu. Como isso poderia ter acontecido? Minha concentração em fazer tudo acontecer como o planejado e, acima de tudo, que nossa Marina não sofresse com a ausência (ainda que temporária) de sua mãe, me fez deixar de lado meu aniversário.

A Marina ainda dormia e eu me dei ao luxo de permanecer na cama por alguns momentos pensando em como seria o dia. Pensei que presente poderia ser maior do que passar o dia inteiro com minha filha. Ser o fiel e único depositário do seu primeiro sorriso da manhã e receber seu abraço. Poder brincar, vê-la descobrindo cada pequeno detalhe do mundo, alimentá-la e cuidá-la por um dia inteiro (ou pelo menos por boa parte). Para um pai completamente apaixonado por sua filha, não pode haver presente de aniversário maior do que este.

Sobre o que aconteceu no dia, foi tudo dentro do esperado. Todos os planos foram cumpridos. Um pouquinho de choro pra dormir, diversos telefonemas da mamãe e uma alegria imensa ao vê-la chegar. Para mim, uma oportunidade única de ficar com minha filha. Um dia especial na minha vida, que vou guardá-lo com carinho na minha memória.


Post by Ricardo, o pai da Marina.

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