quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Amamentar é tudo de bom – Mãe é boba mesmo...

Acordei à uma da manhã com uma vontade doida de fazer xixi. Relutei a levantar, pois sabia que Marina acordaria se ouvisse barulho no banheiro.

Virei de um lado, virei do outro e não teve jeito. Levantei e fui. Ao sair, já fui direto ao quarto dela, pois sabia que era deitar e já levantar para busca-la. Fiquei na porta sem que ela me visse e esperei seu chamado. Ela se virou, revirou, resmungou e me chamou.

Fazia tempo que eu não a pegava no berço, pois meu marido tem feito isso para mim para me ajudar. Ao chegar ao lado do berço, ela sorriu gostoso. Retribuí o sorriso, peguei-a no colo e ela me abraçou. Levei-a até o meu quarto para mamar um pouquinho e adormecer, pois achei que, se ela mamasse naquele momento não acordaria novamente para mamar.

Marina mamou deitada e, depois de alguns goles, adormeceu. Tirei o peito da boca dela e ela sorriu.

Sorriu como faz um recém-nascido, aquele sorriso que os médicos dizem que é “reflexo”, mas nós mães temos certeza de que é um sorriso de satisfação depois de uma boa mamada... Ela se aconchegou em meus braços e dormiu em paz... Deu-me dó coloca-la no berço e fiquei ali, curtindo por um momento aquela serenidade. Acarinhei seu corpinho e beijei-a emocionada.

Depois de uns minutos, levei-a para o berço. Deitei-a cuidadosamente. Ela se virou de lado e eu abaixei para dar um beijinho. Ela se virou para mim, abriu os olhos, sorriu novamente, passou a mão no meu rosto e se aconchegou novamente no travesseiro ainda sorrindo. Fechou os olhos e dormiu.

Senti uma paz e uma alegria tão grande, que na hora até o sono passou. Marina só queria um carinho e ficou confortada com minha presença e seu leitinho. Marina expressou esta sensação da maneira mais linda que existia, devolvendo o carinho recebido da maneira que ela sabe.

Mãe é boba mesmo, né... Mas e aí, Amamentar é ou não é Tudo de Bom???...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Comer também é brincar

Quando iniciamos a alimentação complementar do bebê, várias dúvidas passam pela nossa cabeça, principalmente quando eles não aceitam bem a comida.

O ser humano é o único no planeta a comer não só pela necessidade de sobrevivência, mas também pelo prazer de comer. Ah, mas isso eu já sabia! Pois é, só que esquecemos que os bebês também fazem parte desse grupo.

Quando o bebê mama, ele não mata só a fome, ele experimenta sensações de prazer e sente a proximidade, o calor e o carinho da mãe. Mamar é o primeiro prazer do ser humano. Mamar é sua distração, sua diversão.

E, por isso, comer os novos alimentos também precisa ser prazeiroso. A experiência de comer deve ser algo que chegue aos pés de seu "mamá", senão, não vai gostar de comer. O difícil é achar algo mais prazeiroso do que mamar na mamãe.

É um desafio mostrar que experimentar novos alimentos pode também ser prazeiroso e divertido.

Tenho dado alguns alimentos para a Marina pegar com a mão, sentir texturas, temperaturas, consistências e, por sua vontade, levar à boca. Afinal, como eu já disse antes, ela controlou até agora o quanto iria mamar (livre demanda é isso...), ainda deve achar estranho ser alimentada.

Fome ela não vai passar, está saudável, com desenvolvimento de acordo com a idade e é uma menina feliz, sorri o dia todo com um brilho especial nos olhos então, isso é o que importa. O mamá sempre estará à sua disposição até ela aprender os prazeres das comidinhas...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Falta de orientação e apoio desmamam o bebê...

Desde que Marina nasceu, nasceram mais seis bebês próximos à família, com idades variando entre dois e oito meses de idade, que é a idade da Marina.

O bebê de dois meses, o de seis e os dois oito meses estão desmamados. Pelas razões: baixo ganho de peso e uso de medicamentos por parte da mãe (apenas um nesta situação). Todos, sem exceção, fazem uso de mamadeira e/ou chupeta e não tiveram informações quanto à amamentação quando da época do desmame.

O outro de dois meses leu muito este blog (que orgulho!) ainda mama e mama muito bem. O de cinco meses, a mãe já voltou a trabalhar há um mês e ainda mantém a amamentação juntamente com novos alimentos e foi muito bem orientada por uma pediatra consultora em amamentação.

E Marina acha que Mamar é Tudo de Bom (rs).

Resumindo, 60% dos bebês de um a oito meses estão completamente desmamados por pura falta de orientação e de apoio. Eu estou aqui, tentando fazer minha parte.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mamar ouvindo histórias de ninar

A novidade da semana é contar histórias para Marina enquanto mama para dormir.

Deitadinhas as duas, Marina mamando lá pelas 22 horas, resolvi criar uma história para ela ouvir. Assim que eu comecei o primeiro "Era uma vez..." ela parou de mamar e ficou quietinha, porém engruvinhadinha como sempre e pareceu estar prestando atenção.

Continuei a história e ela foi mamando devagarzinho, bem calma, até dormir.

Amei! Estou fazendo há algumas noites e pretendo tornar isso um hábito. E você, já tentou?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quanto o bebê deve comer?

Acho que a Marina estava
querendo dizer algo durante
seu almoço...
Eu como determinadas coisas que você não come.

Você come uma quantidade diferente de mim.

Você come a mesma quantidade de comida todos os dias em todas as refeições? Come a mesma quantidade no verão quanto no inverno?

E por qual razão a gente tem que achar que todos os bebês, inclusive o nosso, têm que comer as mesmas coisas nas mesmas quantidades?

Mãe é fogo. Tem uma mania louca de comparar os bebês. Cada bebê mama de um jeito determinadas quantidades e, assim, ele aprende a se alimentar. Quando chega aos seis meses, queremos que ele coma o alimento que queremos, na quantidade e horários que determinamos.

Descobri, com a Marina, que isso é um crime, principalmente em se tratando de um bebê amamentado por seis meses em livre demanda. Ela passou todo esse tempo mamando a hora que bem entendesse uma quantidade que ela determinava e, á única coisa que eu sabia é que, tinha hora que ela terminava o leite da mama e tinha hora que não.

Assim, ao final de seus seis meses, eu não fazia a menor idéia da quantidade que ela ingeria por refeição. E aí então, foi um desespero até eu chegar à este raciocínio que agora escrevo aqui. Quantas vezes eu chorei com suas recusas... quantas vezes ela bateu a mão na colher...e quantas vezes não comeu nada...

Hoje eu entendo que a alimentação dos 6 aos 12 meses é complementar ao aleitamento e deve-se respeitar a quantidade e o paladar do bebê. É um período de transição. Ele não vai passar fome. Quando comer menos, vai mamar mais, quando mamar mais, talvez coma menos e assim vai aprendendo os prazeres de uma comidinha gostosa. Uma hora a gente entra em sintonia e aprende, novamante com nossos filhotes, a respeitar um ao outro.

Eu ensinei a Marina que Mamar é Tudo de Bom, então, vamos fazer esta transição da melhor forma possível para nós duas, mesmo porque Amamentar é Tudo de Bom... 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Marina só quer mamar

A revolta contra a escola.

Marina podia chorar, não dormir, ficar brava comigo. Não. Resolveu que não quer comer e pronto.

O pouco que comia, não come mais. Às vezes, dá umas colheradas de alguma coisa mas só quer mamar. Está até aceitando meu leite no copo, coisa que antes não aceitava. Agora só mama. Dia e noite. Deus me dê forças para trabalhar e amamentar.

Mas vamos lá, é só uma fase e logo logo ela vai ver que seis horas longe da mamãe até que é bem legal!
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