segunda-feira, 28 de março de 2011

"Sapinho" no mamilo - absorventes para seios

Este dá menos trabalho...
Não consigo ficar sem os absorventes para seio. Mas acho que foram eles que me causaram este problema.

Percebi que meus mamilos estavam sensíveis quando Marina mamava, doía, sentia fisgadas, achei que ela estava mamando só o mamilo e posicionava a boquinha dela novamente no peito.

Um dia, durante o banho, vi que a aréola descascava. No outro dia, vi que estava com umas bolinhas vermelhas e havia uma área mais clara. Suspeitei nesta hora de candidíase. Também chamada de monilíase, é uma infecção provocada por fungos, igual àquela que dá na boquinha dos bebês e igual àquela que dá na área genital feminina. Minha resistência já estava meio "um caco" e, além disso, outro fator importante para o desenvolvimento da Candida (este é o nome do fungo) é a umidade. Por isso desconfiei do absorvente. O absorvente deixa o mamilo e a aréola úmidos e sem "respirar", já que eu uso dia e noite.

Bom, a primeira coisa que eu fiz foi eliminar os absorventes e a segunda, começar a passar um antifúngico. Como sou farmacêutica, acabei usando meus conhecimentos para tal (faça o que eu digo não faça o que eu faço...). O medicamento não faz mal à Marina, mesmo assim, retiro o máximo possível do creme antes de amamentá-la.

A sorte é que a resistência dela está boa e eu peguei o problema bem no comecinho, então ela não pegou.

Após três dias de aplicação, já não sinto mais dor ou desconforto para amamentar, mas ainda são necessários mais alguns dias para eliminar completamente.

Portanto, cuidado com os absorventes de seios. Não fique todo o tempo com ele e tente trocar mais vezes. Evite usar aqueles de tecido que vêm junto com os soutiens de amamentação. São mais confortáveis e discretos, mas se não secarem completamente mesmo após a lavagem, podem causar problemas.

Faça absorventes de fraldinha! Veja como aqui.

Veja a parte 2 deste post: Sapinho no mamilo - parte 2 - Bomba de tirar leite

terça-feira, 22 de março de 2011

Aleitamento materno e roséola

Terceira infecção da Marina em 30 dias.

Roséola.

Dessa vez pegou fora da escola. Tudo bem, faz parte do desenvolvimento imunológico dela.

A roséola é uma doença contagiosa provocada por um vírus chamado herpesvirus 6, um dos vírus que provocam a herpes. O único inconveniente da doença é uma erupção vermelha que pode dar na pele e um febrão que pode chegar facilmente a 40 graus. Dura de 3 a 5 dias normalmente. (Para mais informações, consulte a fonte: Manual Merck)

Agora eu vou contar o mais impressionante. Como eu já dissse antes, a Marina só quer mamar quando fica doente. Dessa vez não foi diferente. Marina só mamou. Teve febre que chegou a 38,5 graus, fui controlando com banhos e antitérmico. No mesmo dia, fui sentindo um desconforto como se estivesse com uma virose, fiquei enjoada, em estado febril, com dor no corpo e uma fraqueza sem fim. Acho que peguei a "versão de adulto" da roséola.

No dia seguinte, eu já estava bem e Marina também. Ela ainda estava meio molinha mas sem febre, sem erupções no corpo. A pediatra até me avisou e eu já tinha percebido que, mamando a Marina se recuperava mais fácil do que outras crianças não amamentadas e do que eu mesma, mas eu ainda não tinha acreditado nisso... pelo jeito passei anticorpos à ela que trabalharam muito controlando a infecção.

Ela passou a noite mamando. Sumiram os sintomas. Marina teve uma roséola de um dia de febre com no máximo 38,5 graus e sem erupções na pele.

Santo mamazinho!!!



Imagem retirada de http://www.dermoteca.pt/
 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quando o bebê vai se adaptar aos alimentos?

A pergunta que não quer calar...

Temos que dar o tempo para o bebê se acostumar. Se acostumar com a colher, com o prato, com os horários, com a quantidade de comida da colher, com os novos sabores, com nossa cara enquanto o alimentamos... A nossa expressão e energia são de suma importância.

A gente tende a imitar as expressõs do bebê, inclusive as caretas (rs). Coloque-se no lugar dele. Tenha uma expressão alegre, não fique tensa, converse com os olhos da criança para que ela confie naquilo que você está oferecendo. Não faça outra coisa enquanto o alimenta. Não se esqueça que está transferindo o bem-estar do contato da amamentação pela comida. Precisa ser prazeiroso, precisa ser olho no olho, precisa ter carinho para que ele não pense que está perdendo. O início da alimentação complementar é um segundo parto.

Muitas vezes amamento-a antes de comer para que não pense que está perdendo seu mamá e sim apenas aprendendo algo novo.

Quando eles vão se adaptar? Não tenho a reposta. Talvez se a Marina já soubesse falar... O que eu sei apenas é que ela acha que mamar é tudo de bom, heheheheh!!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Marina mamando aos 9 meses de idade

Um "close" do mamá mais gostoso do mundo,
assim que chegou da escola
A musiquinha da Marina quando volta da escola:

"Não posso esperar nem mais um pouquinho,
Eu quero tomar o meu "tetezinho"..."

quarta-feira, 9 de março de 2011

Amamentar doente. Pegamos uma virose.

Marina pegou uma virose brava na escola. Vômito, diarréia, coriza, amigdalite.

Marina estava só mamando nos últimos dois dias, pois quando não está bem, não come, só quer o peito. E eu, com minha imunidade no lixo, alternando terçóis em cada olho, com um cansaço fora de controle e uma coriza que não cessava nunca...(pensa que trabalhar e amamentar não é difícil para mim também?...)

Mesmo assim eu pensei que tinha o "corpo fechado" para essas viroses, me danei. Peguei também depois de dois dias. Aliás, para ser mais específica, peguei na sexta-feira de carnaval.
 
Comecei a ficar mole, mole, senti baixar a pressão e aí, não teve volta. Comecei a vomitar e não parei mais, caí de cama. Foram 48 horas. O corpo moído, um cansaço, uma fraqueza que parecia que desmaiaria a qualquer momento. E então a preocupação: como Marina vai mamar? Eu pedia para ela pelo amor de Deus comer um pouquinho para que eu pudesse me recuperar, mas que nada. Mal conseguia segurá-la para mamar. À noite, pedia para meu marido colocá-la na cama para mamar.
 
Olha, foi difícil, muito difícil. Eu sentia minha energia se esvaindo. Era como se estivesse realmente sendo sugada. Comecei a deseidratar por conta dos vômitos e aí a coisa piorou.  Meu peito já não enchia mais. O leite só vinha quando ela sugava, e aí eu sentia o esforço do meu organismo. Minha vista chegava a turvar enquanto ela mamava.
 
Marina se recuperou rápido, mesmo porque seu organismo ainda depende imunologicamente do meu e, mamando eu pude ajudá-la com meus anticorpos, ainda mais quando eu contraí o vírus. Por isso, amamente mesmo, somos o melhor remédio para nossos pequenos, tanto no conforto do carinho e proteção quanto nas células de defesa.
 
Agora, eu, ainda me recupero. A fase aguda já passou, mas sobrou uma coriza bem espessa, tosse e uma inflamação na garganta que dá mais sinais pela manhã e à noite.
 
Sim, você pode amamentar enquanto passa por uma virose, mas hidrate-se e peça ajuda para os afazeres da casa para que possa guardar muita energia. Seu corpo não privará seu bebê do leite, mas sacrificará seu corpo para tal.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nenhuma dificuldade em amamentar é para sempre

E você também não vai amamentar para sempre.

Ouvi o título deste post de uma pediatra. E a segunda frase foi por minha conta mesmo.

O choro, a dificuldade na pega, as dores do início, o cansaço e todas as angústias que passamos quando amamentamos não são para sempre. Alguma coisa pode mudar no dia seguinte e tudo vai melhorando.

“Ah, mas meu bebê acorda à noite toda e quer mamar...” “Ah, mas ele chora e quer ficar no peito o dia inteiro...” Por quanto tempo isso vai acontecer? 1 dia? 2 dias? 1 semana? 1 mês?... Vamos viver um dia por vez. Amanhã pode ser que isso acabe.

Quando ele crescer e estiver com 20, 30 anos de idade e você se lembrar deste período, foi tanto tempo assim? Umas noites que perdemos amamentando... E noites que perdemos pensando em nosso chefe, funcionários, familiares que perturbaram nosso dia? Por que não nos lamentamos dessas noites e reclamamos tanto quando nossos bebês nos solicitam?

Quanto tempo da nossa vida não perdemos reclamando e ficando nervosa com nossos bebês que reclamam somente um pouco da nossa atenção? Um dia eles crescerão. Eles não serão bebês para sempre e não dependerão de você para sempre e não te chamarão pedindo sua atenção para sempre.

Quando nos damos conta, eles já não mamam mais, já comem sozinhos e amarram seus próprios cadarços. Nada é para sempre. Amamentar não é para sempre. Aproveite os momentos com seu bebê enquanto ele ainda depende de você. O cansaço não é para sempre, mas o vínculo que criamos convivendo intensamente com eles sim, este é para sempre.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mamar antes de comer

Durante minha angústia com a alimentação da Marina, conheci uma colega nutricionista que trabalhou cinco anos com Aleitamento Materno no Ministério da Saúde da França que me deu uma dica valiosíssima.

Aqui no Brasil, a gente tem por hábito e orientação substituir as mamadas pela alimentação complementar. Na França, as mães são orientadas a oferecer o leite materno antes das refeições e inclusive, a amamentar na mesa de refeição juntamente com o almoço e/ou jantar da família para que desperte na criança o desejo de participar da alimentação. A mamada antes da refeição também tira a ansiedade e o receio da criança em “perder” o peito e/ou o contato da mãe.

Então, aproveitei a dica. O receio do meu marido era de que ela perdesse o interesse pela refeição porque estaria com o estômago cheio. Muito pelo contrário. Marina tem aceitado muito melhor as refeições quando amamento-a antes. Diminui mesmo a ansiedade.

E te falo que faz muito sentido, pois se a alimentação é complementar, o leite materno complementa a refeição e a refeição complementa o leite materno, visto que nem um nem outro sozinho é suficiente para as necessidades nutricionais da criança. Por isso é chamada de alimentação complementar. Dos seis meses de idade ao primeiro ano de vida a criança ainda é considerada lactente e seu organismo está se adaptando aos novos alimentos, aos sabores, às texturas e à absorção desses nutrientes.

E, para terminar, não se pode esquecer que a troca do peito pela comida pode representar para a criança a separação da mãe. Resumindo, para oferecer novos alimentos ao bebê são necessários paciência, amor, carinho e muito, muito “mamá”!

Ah, e obrigada Carol!!!! bjs
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