quarta-feira, 29 de junho de 2011

A primeira mordida a gente não esquece

Estávamos ontem em casa, nove horas da noite, dia do aniversário de um ano da Marina, e ela mamando para dormir.

Passados uns minutos que ela já tinha mamado e já estava cochilando, tirei-a do peito como normalmente faço para levá-la à cama quando que, como num piscar de olhos, ela voltou ao meu peito e mordeu.

Guardei um grito de dor, mas ela percebeu e abriu os olhos tremendo, assustada. Acalmei-a e coloquei-a no outro peito.

Doeu, doeu muito. Durante à noite, quando ela foi mamar no peito mordido, ainda senti muita dor. Pela manhã, fui ver o “estrago”. Dois dentinhos rasgados na base inferior do mamilo. Ui!

Marina já tem 9 dentes...

Estou passando meu leite e passei também um pouco de loção de calêndula. Vamos ver quanto tempo demora para melhorar...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Amamentar após o primeiro ano de vida

Marina mamando com 1 ano
de vida
Marina fez 1 ano dia 6 de junho de 2011. E mama. Muito.

No segundo ano de vida do bebê, ou seja dos 12 aos 23 meses, 448 mL de leite materno providencia:

• 29% da necessidade diária de energia
• 43% de proteínas necessárias
• 36% de cálcio necessário
• 75% das vitaminas necessárias
• 76% de folato necessário
• 94% vitamina B12 necessária
• 60% de vitamina C necessária

E mais:
200% de amor
300% de carinho
400% de sorrisos
500% de aconchego
1000% de recompensa

Vale ou não vale a pena continuar amamentando?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre o teste do bafinho

_Doutor, pergunta-me a recem mãezinha no alojamento conjunto, meu filho fez o teste do olhinho?

_Certamente que sim, respondo ao ler o resultado registrado no prontuário do bebe.

_E o teste da orelhinha?

_Está marcado para hoje a tarde, mamãe.

_O do pezinho também?

_Não, o do pezinho vc faz entre tres e cinco dias, quando o bebe estiver em casa. Aqui a gente faz o teste do bafinho.

_Teste do bafinho? pergunta a mãe com estranheza...

_É. Vc nunca ouviu falar? Respondo.

_Desse não. Como q faz?

_O teste do bafinho é muito importante. A gente da uma cafungada no bafinho de seu bebe. Se for bafo de leite de peito ta tudo em paz. Se for bafinho de chupeta ou de leite de formula ai a gente vai ter que conversar...

_rssss, ri a mãe.

O teste do bafinho deveria set obrigatório.
Assim termina mais uma bem humorada visita no Alojamento conjunto entre mães e bebes muito motivados.

Caso real fornecido gentilmente pelo amigo
Luis Tavares. Campos, RJ

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dia internacional da Doação de Leite - 19 de maio

Eu doei leite por 8 meses e, para mim foi muito importante poder ajudar esses outros bebezinhos.

Não me deu trabalho nenhum, Marina mamava um peito só de manhã e eu ordenhava o outro, que estava sempre muito cheio. Depois que voltei a trabalhar, 5 meses depois de começar a doar, continuei doando, um pouco menos, pois Marina começou a exigir uma quantidade um pouco maior de leite na escola, mas ainda doei por mais 3 meses.

Doar leite me ajudou a ter mais e mais leite e o fato de ordenhar diariamente me fez ter paciência para ordenhar no trabalho. Meu corpo também teve tempo de se acostumar a "soltar" o leite com a ordenha, sem o estímulo do bebê. Isso não é fácil. Sua cabeça tem que se acostumar também. Se você "travar" na hora de tirar o leite, ou quiser tirar com pressa, ou pensando em outra coisa, o leite não sai.

Por isso que doar leite é bom para outros bebês, mas é melhor ainda para o seu.

Seguem alguns posts do período que doava leite:

A importância do bebê esvaziar a mama
(da época que eu sabia pouco mas procurava muito...)





terça-feira, 7 de junho de 2011

Entupimento da glândula de Montgomery

Amamentando a Marina esses dias percebi uma dor aguda no mamilo.

Pense que ela pudesse ter me machucado de alguma forma. Um, dois, três dias com a dor e nada de melhorar. Estava ficando difícil amamenta-la nesta mama.

No quarto dia, fui tomar banho mais cedo e com mais tempo (Marina dormia e meu marido estava em casa) e resolvi olhar se havia algum corte ou se eu poderia estar novamente com candidíase.

Logo abaixo do mamilo, já na aréola, vi um pontinho parecendo uma espinha bem pequenina, dolorida, dolorida. Não tive dúvida: espremi. Doeu. Como doeu. Saiu uma secreção amarelada, densa, como se fosse uma espinha, em seguida saiu bastante sangue.

Pois é, era uma glândula de Montgomery, aquela responsável por lubrificar o mamilo e a aréola que entupiu e inflamou. Ainda bem que não deu tempo de infeccionar.

Por isso que é bom aproveitar a hora do banho para ver bem as mamas, apalpá-las, olhar o mamilo por cima, por baixo, todos os dias. 1 ano amamentando... tem que cuidar do “equipamento”!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tirando o leitinho da escola

Marina está com 11 meses.

Na escola, ela almoça às 11h e dorme, acordando por volta das 13h, quando então, toma os 80-100mL de leite que eu ordenho no dia anterior. Chega em casa Às 15h e mama até o horário da janta, por volta das 17 horas. No entanto, percebi que ela vinha pedindo algo a mais neste intervalo. Ela pedia o que eu estava comendo no café da tarde. Então, comecei a dar fruta cozida com cereal e coloquei a janta para um pouco mais tarde.

Foi daí que veio a ideia. Preocupava-me muito o fato de ter que ordenhar ainda por mais tempo, eu sempre achei que com esta idade, Marina poderia estar comendo na escola e mamando somente em casa. Não penso ainda em oferecer outro leite que não seja o meu. No entanto, a rotina da escola é “tomar mamadeira” às 13h e não foi fácil ter esta conversa. A preocupação da escola dela sentir falta do leite, do copo, de ver outras crianças bebendo e ela não...

Enfim, fiz a proposta de colocar esta fruta cozida com cereal nesta hora do leite. Elas queriam ir diminuindo o leite e introduzindo a fruta, mas eu pedi que fosse feito ao contrário, que dessem a fruta e, se ela sentisse falta, o leite. E deu certo. Estamos no terceiro dia desta nova refeição.

Marina tem chegado em casa chorando menos no caminho (vinha “doida” para mamar). No entanto, continuamos com a rotina do mamá assim que chegamos, que além de matar as saudades, alimenta e nos mantém firmes e fortes em nosso vínculo “amamentístico!” (rs rs rs)
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