quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A quem os bebês abraçam?

Marina mamando dormindo
abraçada ao meu peito

Vejo muitos bebês abraçando mamadeiras.

Longe de julgar o porquê dos desmames, nunca fiz isso, nem mesmo neste blog, mas gostaria aqui de dar mais um elemento para incentivar o aleitamento materno para quem ainda não tem filhos ou para quem já teve e não teve a oportunidade de amamentar como gostaria mas quer fazer diferente, sem uso de mamadeiras.

Olhe bem a foto da Marina. Ela abraça meu peito enquanto mama. E eu, para segurá-la, abraço-a também. É um abraço duplo. Um carinho dobrado. E é isso que se perpetua nesta relação.

Já vi muitos pais orgulhosos de seus bebês que, desde muito pequenos, seguram, da mesma forma que a Marina segura meu peito, uma mamadeira.

A quem ou o quê os bebês abraçam? E nós, a quem abraçamos?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Amamentar um bebê de um ano é tudo de bom

Considero que estamos na fase da maturidade da amamentação. Amamentação prolongada!!!

Os períodos difíceis já pasaram, Marina ainda mama à noite mas, o hábito de amamentar à noite, deitada,somado à cama conjunta, já "mamamos" sem acordar praticamente. Marina agora também pede para mamar falando: "Tetê, tetê!" e colocando as duas mãozinhas no peito.

Ela já espera quando eu falo para esperar para mamar na casinha (na nossa casa) quando estamos na rua mas, assim que chegamos, não posso nem ir ao banheiro (heheh), tem que dar o tetê!

Enquanto mama, me faz carinhos, pára para sorrir, pára para ver TV, às vezes mama só para ficar pertinho, às vezes sou inundada por uma onda de beijos, carinhos e amassos após um tetê gostoso na volta da escola (esse carinho demorou, pois Marina ficou uma época muito sentida em ficar na escola e não me dava atenção nem durante o mamá a volta da escola). Um dia escrevo sobre isso.

Hoje não há a preocupação da quantidade de leite, da quantidade de mamás, dos sonos perdidos. O mamá hoje é só diversão e carinho. Gostoso mesmo é tirar uma sonequinha à tarde com Marina mamando, confesso que durmo antes dela (Santa Ocitocina!).

Se amamentar um bebezinho já era bom, garanto que, após tanto tempo, amamentar um bebê que já entende muitas coisas, fala algumas e sabe retribuir os carinhos é TUDO DE BOM.    

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Necessidades de ferro do bebê

Necessidades diárias de ferro:


  • Gestantes: 27 mg
  • Mãe que amamenta: 10 mg
  • Bebês até 6 meses: 0,27 mg
  • Bebês entre 7 e 12 meses: 11 mg
  • Crianças de 1 a 3 anos: 7 mg
  • Crianças de 4 a 8 anos: 10 mg

Quantidade de ferro presente em 100 mL de leite materno: Colostro - 0,09 mg / Leite de transição: 0,04 mg / Leite maduro: 0,15 mg (Fonte: Adaptado de CALIL et al. (1991)).

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sobre momentos felizes

... Os dias mais felizes da nossa infância são aqueles em que os nossos pais (ou nossos avós, irmãos ou amigos) nos fizeram felizes. Mesmo quando nos parece que foi um comboio elétrico que nos fez felizes, se olharmos bem, há sempre uma pessoa por detrás: os pais que no-lo entregam com um sorriso ou com um elogio, o irmão com o qual partilhamos (nem sempre de boa vontade)...

Éramos filhos e agora somos pais. Passaram tantos anos, mas tão pouco tempo que, por vezes, no surpreendemos com os papéis trocados. De repente, vemos a nossa própria infância e os nossos próprios pais sob uma outra luz. Olhamos para os nossos filhos e perguntamo-nos que dia, que frase, que aventura ficarão gravados para sempre na sua memória; que dores ficarão gravados na sua alma e que alegrias guardarão como um tesouro.

Os dias mais felizes do seu filho estão ainda para acontecer. Dependem de vocês.

Retirado do livro Besame Mucho, de Carlos Gonzales, pg 237.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sabores do leite

Já li em muitos lugares que o sabor do leite varia de acordo com a dieta da mãe e que o bebê acaba tendo as mesmas preferências.

E, pensando na dieta da Marina, pensei que isso realmente pode ser verdade.

Primeiro foi o feijão. E sempre temperei tudo com muito alho e cebola. Durante a gravidez e a amamentação esta preferência ficou acentuada. Quando eu fui dar feijão pra Marina, cozidinho para ela só com sal, ela não se mostrou muito interessada.

Um dia ela me viu comendo o feijão, o meu feijão e pediu. Fiquei meio receosa, porque meu feijão é bem temperado, mas dei. Ela abriu a boca de novo e de novo e de novo. Adorou. Marina come o nosso feijão desde os 7 meses.

Aí veio o peixe. Durante o tempo de amamentação exclusiva, tomei vitaminas e óleo de peixe para dar um “plus na gordurinha” do leite. De todas as carnes, a que a Marina não recusa e come até mais é a carne de peixe.

Muito interessante, não é? Não acredito que seja só coincidência...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Depoimento da minha "amiga do peito".

Eu, Marisa, sou mãe da Fabiana e avó da Marina. Até agora não sabia como e o quê escrever neste espaço virtual. Todo sentimento procuro demonstrar através de gestos, cheiros, beijos, abraços, ouvidos para escutar, colo para acarinhar, doces e salgados, cachecóis, muitos cachecóis. Dia e noite, lágrimas ocultas e soltas, risadas, gargalhadas, brigas, reconciliação, recados, mensagens. Mensagens, escrever para minha filha e sua continuação, minha neta.

Logo que Marina nasceu me perguntaram como era ser avó, e a resposta saiu tão espontânea, “agora eu sou imortal”.

Mas na verdade, me tornei imortal quando num 28 de outubro recebi em meus braços uma menininha. Esperava um menininho, mas, veio uma menininha.

Essa menininha, gostava de um colo, de um mama, mas a ignorância, ou a falta de experiência e informação me levaram a tirá-la do peito aos seis meses. E essa menininha foi crescendo à minha revelia, é lógico. Cantava para ela, ria com ela, adorava pentear seus cabelos. A minha “...Menininha”, do poetinha Vinícius de Moraes.

“Menininha do meu coração

Eu só quero você

A três palmos do chão

Menininha, não cresça mais não...

Senhorinha levada

Batendo palminha

Fingindo assustada

Do bicho-papão...”

Agora, é ela quem canta para sua menininha, e como ela se parece com a minha menininha!

Minha menininha, é hoje uma mulher, mãe, e que mãe. Seus olhos brilham quando olha para sua cria. Quando Marina nasceu, e ela ainda estava com aquele camisolão do hospital ainda meio anestesiada, não teve dúvidas ao colocá-la junto ao seu corpo, dentro do camisolão. Vi ali que a minha Fabinha, a minha menininha, agora era a Fabiana, mãe da Marina.

E por se tornar mãe, fez o que todas as mães fazem ou deveriam fazer, amar seu filhote, defendê-lo e amamentá-lo. Dar o que há de melhor em si, o amor através do seu peito.
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