quarta-feira, 27 de junho de 2012

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Esse foi um texto extraído de uma postagem no facebook e readaptado por mim.
Leia mais sobre a NBCAL em: www.ibfan.org.br

terça-feira, 12 de junho de 2012

Me pari hoje. Dois anos depois.

Sei que o assunto aqui é amamentação. Mas te garanto que tem tudo a ver.

Amanhã Marina faz dois anos de vida. Impressionante como esta data me marcou. Muito mais do que o primeiro ano.

Isso porque hoje realmente Marina nasceu. Há dois anos atrás eu tinha meu primeiro rompimento de bolsa. Um pequeno, que me mandou de volta para casa aflita, pois não conhecia nada sobre parto. Se quiser, leia mais sobre meu relato de parto cesariana clicando aqui.

Há alguns dias tenho revivido todas as sensações dos dias que antecederam o parto da Marina. Há dois anos tenho dificuldade em entender como tudo aconteceu. Hoje tudo foi esclarecido.

Então resolvi passar o dia lendo sobre casas de parto, relatos de parto. Fui fazendo a releitura do meu. Das minhas escolhas, das coisas que não pude escolher, daquilo que realmente eu queria e entendi, finalmente, que  fiz o que pude dentro do conhecimento que tive, mas não só isso, dentro do que minha cabeça permitia.

A Adriana Tanese Nogueira (Amigas do Parto) falava muito sobre isso nas minhas dúvidas sobre não ter dilatação. Entendia na teoria, mas na prática ainda não tinha resolvido esta questão. Entendi hoje que Eu não estava preparada para parir. Eu não estava preparada para um filho. Eu era outra pessoa, muito diferente da que sou hoje.

Nesses dois anos, muita coisa mudou, fui transformada pela Marina, pela maternidade. Pelos cursos que fiz. De aleitamento, de educadora perinatal, de doula pós-parto e pelas mais de 100 mães que já atendi e pelas mais de 60.000 visitas ao meu blog. Depois de criar um site. Depois de lutar com unhas e dentes pelo direito de amamentar e ser amamentado. Depois de centenas de litros de leite que produzi. Depois de centenas de fios brancos que apareceram. Depois de muitas conversas e ouvidos em grupos de mães, como o Maternamente. Em grupos de apoio ao parto.

Hoje tudo se esclareceu. E eu fui ficando mais leve.

Ao longo do dia, fui ao banheiro muitas vezes. Não estava doente, só sentia uma vontade louca de ir ao banheiro. Quase não fiz nada hoje no trabalho. Estava em outra dimensão, perdida em meus pensamentos, envolvida com algo que se passava no meu cérebro, como se estivesse entorpecida. Peguei Marina na escola e fomos para casa. Não fiz janta, fiz um bolo. Não faço bolos. Não sei fazer. Deu certo.

Tomei um banho como há muito tempo não tomava, me sentia fortalecida, embora muito cansada com tantos pensamentos.

Marina, hoje mais criança do que bebê, brincou comigo e eu senti uma sensação de dever cumprido com ela. Minha gestação estava chegando ao fim. Gestei Marina por 38 semanas e 2 anos. A amamentação me permitiu gestar Marina até que estivéssemos prontas. Marina hoje quase não mamou, brincou, brincou, me fez carinhos, beijos.

Uma dor lombar me pegou de jeito e eu resolvi não me medicar. Fiz exercícios, alonguei, fui ao banheiro, agachei, levantei, rolei com Marina no chão.

Até que, na hora de dormir, senti que eu deveria amamentar Marina como deveríamos estar há dois anos atrás. Sem roupa. Peguei um cobertor e Marina se aninhou como nunca havia se aninhado antes, procurou o peito como nunca havia procurado antes e mamou, mamou, mamou e dormiu, suada, como há muito não suava e eu senti um alivio na região lombar e tirei o peso da minha pélvis. Eu me sentia mais leve.

Me pari hoje. Hoje eu me preparei para o parto natural de Marina, sem intervenções, sozinha, sem medicamentos. Marina  hoje mamou na primeira hora do parto. O melhor leite que ela podia ter recebido em sua primeira hora de vida.

Não ter dilatação é o mesmo que não ter leite. Não existe. O leite não sai quando não estamos abertas à ocitocina, o mesmo ocorre com nosso útero.  O bebê só sai se estivermos preparadas, abertas. Não existem culpados. Eu não estava pronta.

Gostaria de realmente ter parido Marina hoje. Depois de amamentá-la por 2 anos. Mas agora tenho certeza de que Marina é do mundo. Não é minha. Me foi emprestada para que eu pudesse ser transformada. A transformação não é fácil e eu me transformei pela amamentação.


Fabiana Cainé Alves da Graça, nascida em 28 de outubro de 1976. Mãe da Marina que nasceu em 06 de junho de 2010. Mulher que se pariu e renasceu em 05 de junho de 2012.

Entupimento da Glândula de Montgomery - de novo

Engraçado...

Exatamente 1 ano depois de ter a glândula de Montgomery entupida, no banho percebi que ela estava entupindo de novo... Acredita?

Só que desta vez não estava doendo, acho que vi bem no comecinho. A glândula que entope fica bem na base do meu mamilo e só percebo que está entupindo quando já está com o pontinho branco. No banho, espremi de novo, com cuidado, antes que inflamasse novamente.

Retirado de: Amamentar.net em 12/06/12

terça-feira, 5 de junho de 2012

2 anos de amamentação


Chegamos.

Marina completa 2 anos e eu, com muita alegria, quero dividir este momento com vocês.

Só quem tem filho ou acompanha o crescimento de um bebê sabe o marco que é o início do terceiro ano de vida.

Amamentando então... é algo especial.

O bebê vai ficando de lado e a criança vai surgindo. É talvez, como se fosse a transição da infância para a adolescência. São bebês para algumas coisas mas já são crianças para outras. Já se entretém com outras coisas, brincam bastante, fantasiam histórias, vivem as fantasias, perguntam tudo, respondem, fazem birra, têm vontades... mas ainda têm necessidade de um colo, de carinho, não querem ficar sozinhos, têm medos... e, no nosso caso, como em muitos outros, ainda tem o tetê como alimento, carinho e aconchego.

Marina mamou até os seis meses exclusivamente, sem chupetas, mamadeiras e nenhum outro leite até hoje. Demorou a aceitar completamente os alimentos (eu também acho que não soube fazer isso da forma que ela se sentisse segura), mama bastante ainda e já aceita todos os alimentos, dificilmente pula alguma refeição e ainda não temos previsão de término deste mamá.

Tem sido tão bacana ver o desenvolvimento da Marina, seu processo contínuo de independência, de aceitação das coisas, dos alimentos, novos paladares, descobertas, que esperamos que ela passe por este momento também de desmame. E eu também.

O desmame é em dupla. Acredito que a amamentação só é legal quando é bom para a dupla. E estamos indo bem por enquanto. Ela (quase sempre) entende quando não dá para mamar em determinada hora, sabe curtir quando dá... brincamos, conversamos, nos aconchegamos, dormimos...

A única coisa que me angustia é que, infelizmente, não me sinto mais à vontade para amamentar em qualquer lugar. Não é fácil amamentar uma criança grande na frente de qualquer um. As pessoas te olham diferente, com cara de "que criança mimada", "tão grande e mamando ainda", ou ainda "precisa amamentar aqui?", "tá fazendo você de chupeta"...

Engraçado que ninguém se espanta da mesma maneira com uma criança grande com chupeta ou mamadeira... Todas as crianças têm as mesmas necessidades. A diferença é que uma continuou  no peito e a outra, teve a substituição por outra coisa: a mamadeira ou a chupeta. Todos, de uma maneira ou de outra, trazem conforto à criança. Por que então achar que a que está no peito é mais dependente ou mais "mimada"?

Enfim, desabafos à parte, esse é um momento de alegria e comemoração para mim, Marina, Ricardo e todos aqueles que nos apoiaram nessa caminhada. Passamos por muitas coisas, muitas alegrias, dificuldades, desafios, choros, sorrisos, desesperos, recompensas...

Mas o resultado final é esse: Eu, transformada como pessoa e como mulher, sou a mãe mais realizada do mundo por toda esta conquista e Marina, uma menina muito amada, feliz, de personalidade forte, saudável e com um sorriso lindo. Faladora... que adora fantasiar, cantar... e mamar.

Amamentar é ou não é Tudo de Bom?

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