sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Tetê no papai

Ricardo e Marina brincando
após o café da manhã
Amamentar prolongadamente têm coisas bem interessantes.

Marina tem tão clara esta coisa de tetê = carinho que, outra noite, depois de mamar, bem na hora de dormir, ela virou para o pai e disse: Agora vou tomar tetê no papai! 

Marina, mas o papai não tem leite! Dissemos à ela.

Ela retrucou: Tem sim, tem leite sim! Rimos muito e dizemos à ela que o papai tinha tetê mas não tinha leite, que ele tinha carinho.

No final das contas, ela entendeu que não seria possível (rs) mas ficou muito claro pra gente que hoje eu e o Ricardo temos a mesma importância para ela e que podemos fazer as mesmas coisas por ela, inclusive, amamentá-la. Amamentá-la não só com leite mas também com amor, com carinho.

E tem pai ainda que acha que a criança nunca vai querer ficar com ele por causa da amamentação!!!!  O Ricardo soube estabelecer esta relação com a Marina. Me apoiando e cativando sua filhotinha. Cativar. E como você se torna responsável por tudo aquilo que cativas, papai Ricardo agora é "pãe"....

sábado, 8 de dezembro de 2012

Desmontando a cama compartilhada



Essa é a nossa cama compartilhada
Uma das coisas que não tínhamos pressa aqui era de desmanchar a cama compartilhada. Montamos ela em meados de maio do ano passado, um pouco depois de voltar ao trabalho e de bater o carro duas vezes por causa de sono. Quer ler mais sobre este dia? Está aqui!

Há um mês, fiz algumas modificações na cama compartilhada da Marina em meu quarto porque estava embolorando a parede e o sofá-cama que apoiava os colchões.

No lugar do sofá-cama, coloquei um pufe da sala, que era mais estreito e permitia que entrasse ar pelas laterais da caminha, já que ela ficava entre a parede do meu banheiro (lado direito) e a minha cama, que é box.

Muita gente pode estar se perguntando o que isso tem a ver com amamentação. Tudo. Marina dormia junto também para mamar. Dormir junto faz parte do processo de vínculo, de criação da individualidade, da sensação de segurança.

Mesmo assim, vi semana passada que tinha uma camada de fungo branco em toda a parede do banheiro. E agora? Precisaria desmontar, limpar e deixar arejar. Aí o bicho pegou. Marina não deixa ninguém mexer na cama. Não desmonta minha caminha! É minha caminha! É minha caminha! Todas as vezes que precisava arejar a cama, pedia para a Edina, minha diarista, que fizesse isso enquanto estivéssemos fora.

Agora não tinha jeito. Tinha que deixar uns dias aquilo arejando. Não podia deixá-la dormir ali. Fui conversar com Marina. Marina, olha só, tá cheio de bicho na sua cama, precisa tirar tudo e limpar... Falei com o maior cuidado e já esperando o show. Até que: Vamos tirar mamãe. Fiquei ao lado dela esperando para explicar mais e ela simplesmente saiu puxando os colchões, dizendo: Deixa que eu ajudo! Me ajudou a levar os colchões, o pufe pra sala, colocou os lençóis pra lavar e foi brincar. E eu fiquei ali, com cara de paisagem.

Ela nem se lembrou da cama o dia todo. Falei com o Ricardo e disse que ia tentar deixar sem a caminha, visto que ela já estava passando quase a noite toda na cama do quarto dela e pedia raramente para mamar de madrugada.

Chegou à noite e o coração partiu. O meu, é claro. Marina dormiu no quarto dela e a caminha dela não estava mais no meu quarto. Ficou um vazio. Achei que ia cair da cama (rsrsr), deu dor na consciência, nenhum dos dois dormiu a noite toda.

Lá pelas 4 da manhã ela veio ao meu quarto e eu nem perguntei, dei um tetê pra ela como se fosse o último! (rs). Quando ela se virou para procurar a caminha, fez um biquinho de choro por não encontrá-la. Aí eu tive que segurar a onda: Marina, ela não está mais aí, mas mamãe está. Está tudo bem. Não a levei de volta. Ela se aconchegou e dormiu entre nós. Ela, que detestava dormir entre nós, dormiu. E nós também.

Ela não pediu mais a cama, mas voltou a mamar de madrugada algumas noites na primeira semana. Deixei ela mamar, amamentei tudo o que ela quis de noite. Há uns 5 dias, Marina tem ficado em sua cama a noite toda e voltado lá pelas 5, 7 da manhã para mamar. Aos finais de semana quando não precisamos acordar cedo, ela fica na nossa cama depois de mamar e acordamos deliciosamente juntos.

Ela disse outro dia à madrinha dela: Olha meu quarto! Ele não é lindo? Assim, Marina criou, por ela própria, vínculo com seu quarto, com suas coisas, com seu espaço, com sua individualidade.

 Assim, mais uma fase acabou. Comecei a mexer em algumas coisas em meu quarto, estou fazendo uma cabeceira, encomendei criados-mudos, prateleiras... Vou pendurar uma foto minha e do Ricardo... Temos nosso quarto de volta. Nossa menina está crescendo. E a gente vai dando corda... dando asas.

Leia mais sobre este processo em:
E Marina dorme a noite toda. Há 30 dias.
Dormindo na caminha... às vezes... rsrsr

E nas categorias:
Desmame natural
Cama compartilhada

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