sábado, 4 de setembro de 2010

Visitas e amamentação

Eu sabia, antes de engravidar, que visita poderia ser um problema no sentido de ter que dar atenção, oferecer um café e tudo mais. Nunca imaginei que poderia ser um problema para amamentar. Achei que era só cobrir o bebê e o peito e pronto.

No entanto, decobri que bebê gosta de paz para mamar.

Imagine só, você fazendo uma refeição no meio de um festerê o dia inteiro, inclusive na hora em que você quer dormir. Fiquei imaginando a reverberação da minha voz e da voz das outras pessoas no ouvidinho dela enquanto ela faz a maior força para sugar o leite. Fora a pressa que a gente fica do bebê mamar logo para que as visitas o vejam e para poder dar mais atenção à elas.

Não é à toa que, depois de umas festinhas que fui ou depois de uma ou mais visitas no mesmo dia em casa, ela ficava agitada, mamava me machucando e demorava a dormir.

Até a gente fica cansado depois de uma festa. Imagina só: eles, que nem sabem o que é festa ou visita, não se divertem, não conhecem ninguém além de sua mãe e seu pai. Só cansa. Fiz a seguinte analogia: é igual à irmos à uma festa muito chata que você não pode ir embora e ainda tem um chato na sua mesa falando sem parar com um garçom querendo tirar seu prato toda hora e, você, com sono não pode ir para casa dormir.

Para que o leite saia direitinho, é preciso olhar o bebê, é preciso o toque dele. E isso não é invenção, é ciência. Veja:

Quando minha avó materna telefona aqui em casa ela pergunta: está dando de mamar? Se digo que sim, então ela desliga. Ela já havia me dito que a hora de mamar é do bebê e que eu não devo ficar conversando. No começo achava que era exagero. Hoje dou toda razão à experiência dela, que também amamentou na época que não existiam fórmulas industrializadas, era o peito e pronto.

Em um ambiente tranquilo, o bebê mama mais e com mais calma e você aproveita o momento.

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