terça-feira, 31 de agosto de 2010

As lendas da amamentação

Pois é, quando começamos a amamentar, vem um monte de gente falar sobre a sua experiência com amamentação. Hoje eu não recrimino desde que seja algo construtivo. A mãe está tão sensível e às vezes insegura que, não ajuda em nada aquelas conversas sobre leite fraco, bebê que chora de fome e aquelas coisas todas. O pior é que sempre tem um espírito de porco que acaba com seu dia achando que está ajudando.

Nestes meses, tenho escutado muitas lendas e histórias. Vou escrever algumas que escutei ou que ouvi dizer e a minha resposta depois de buscar informações.

1. Será que tem leite aí? Acho que o bebê está com fome, por isso chora tanto.
Minha resposta: O leite pode levar alguns dias para descer. Mas o colostro é de extrema importância para o recém-nascido e, para descer o leite, basta que ele mame direitinho o colostro. Nosso corpo foi tão maravilhoso em conceber o bebê, porque seria diferente na hora de nutrir a cria? Confie no seu corpo, quando o bebê precisar, o leite desce.

2. Conheci um bebê que só parou de chorar quando a mãe deu mamadeira, às vezes seu leite é fraco (ou tem pouco).
Minha resposta: NÃO EXISTE LEITE FRACO. A não ser que você seja bem doida e esteja fazendo um regime. Não se esqueça que você precisa nutrir dois corpos: o seu e o do bebê. Se você quer mesmo amamentar, esqueça um pouco o espelho. O bebê mamará todas suas celulites ou gordurinhas extras, ou seja, alimente-se bem, como quando estava grávida. Quanto à quantidade, o corpo produz leite confome a demanda, isso quer dizer que, quanto mais o bebê mama (ou você tira) mais leite será produzido. Outra coisa: o bebê chora mesmo, isso porque não tem outra forma de comunicação. Amamentando bastante, em poucas semanas saberá identificar as razões de cada choro. Nem sempre é fome, pode ser frio, calor, dor ou até mesmo porque quer seu colinho (não se esqueça que ele ficou 40 semanas dentro de você, o mundo aqui fora não é fácil para ele...)

3. Acho que meu leite está secando, meu peito diminuiu tanto...
No começo, a mama fica bem entumecida (cheia) e depois de uns dias, murcha um pouco, o que dá a impressão que o leite está diminuindo, não é nada disso! seu corpo está só se adaptando à quantidade que seu bebê necessita. O corpo é inteligente: para que gastar energia produzindo uma quantidade de leite que não será consumida? Ou seja, deixe seu bebê mamar várias vezes ou tire o leite para doação caso queira manter uma produção de leite maior.

4. Coma canjica para aumentar o leite.
Minha resposta: não é que não seja verdade. A canjica é milho, leite, açúcar, leite condensado e às vezes tem até creme de leite ou leite de côco, ou seja, é SUPER nutritivo e calórico. Comi muita canjica no começo porque perdi peso muito rápido e minha glicose caía quando amamentava, então, a canjica me alimentava, consequentemente, aumentava o valor calórico e nutricional do meu leite, mas não que fazia aumentar a produção, não há comprovação disso.

5. Beba cerveja preta para aumentar o leite.
Minha resposta: Não faça isso!!! O álcool presente na cerveja vai "embebedar" o bebê. Ele dorme depois, é bem verdade, mas não é por saciedade! quem não dorme depois de um porre?

6. Não coma: verdura escura, alimentos frios para que o bebê não tenha cólica.
Minha resposta: Cólicas são um capítulo à parte. Cada mãe deve avaliar. Só não se esqueça que o bebê nunca comeu na vida, antes era só pelo umbiguinho. Quando você fica muito tempo sem comer não dá dor de barriga? Não te dá gases? imagina quem nunca comeu, nem tem condições de digerir direito, nunca sentiu o intestino se contrair e não sabe ainda como fazer cocô direito. O que se pode fazer é amenizar.
Eu amenizei as cólicas tirando o leite de vaca da minha alimentação (http://amamentartudodebom.blogspot.com/2010/08/leite-de-vaca-e-as-colicas.html), mas cada um deve procurar o que pode estar piorando. Agora, porque o pessoal diz que com 3 meses passa, eu não sei reponder (acho que estes 3 meses são enfeitiçados hehehhe).
Coma muitas verduras para que seu bebê sinta seu gosto e receba todos os nutrientes que elas oferecem!

7. Acho que o bebê está com fome, você não está "dando de mamar" o suficiente.
Minha resposta: O importante é você dar o peito sempre que o bebê solicitar, nem que seja para ele mamar um pouquinho e largar ou adormecer. A mãe sabe melhor do que ninguém quando o bebê está satisfeito ou não.

8. Ah, não pode deixar o bebê te fazer de chupeta!
Este item eu fiz um post só para ele, dá uma olhada: 




Mãenifesto

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.




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Amamentar no banho!!!

Ontem, aconteceu algo interessante.
Ando dando banho na Marina no chuveiro. Normalmente tenho ajuda do meu marido, mas ontem tive que dar banho sozinha.
Tomei banho, saí e peguei a Marina. Voltei para o chuveiro com ela. Ela adora!!!
Só que ontem bateu uma fominha nela e eu achei melhor dar um leitinho por ali, pois até trocá-la e me trocar demoraria muito e aí seria um berreiro.
Deixei que ela ficasse bem quentinha, sentei no banquinho, deixei os pezinhos dela na água e ela mamou. No começo, achou meio estranho, ficou desconfiada, mas logo pegou o peito e mamou bastante.
Ela ficou super relaxada, precisa ver como ela ria depois!!!

Acredito que este contato seja muito bom para ela, pois os bebês gostam de ficar pele com pele. Quando ela nasceu não pude fazer isso pois estava muito frio mas agora que já esquentou um pouco, tentarei fazer mais vezes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mais uma de Águas de Lindóia

Ricardo, Fabiana, Marina, Marcelo, Márcia, Julia, Aline, Alexandre e Arthur na pracinha em Águas de Lindóia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Carta de um bebê que mama no peito

Vi este texto em um blog que sou seguidora:
http://amamentacaoexclusiva.blogspot.com/

Texto da Cláudia Rodrigues (mãe e jornalista)

Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você veio. Ainda bem! Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo, mas não tente negar: você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós dois juntinhos. Estava legal e eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos, meia hora.


Mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo.


Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo. Os adultos tem hora certa para tudo mas eu ainda não entendi essas de relógio e tarefas estafantes que as pessoas grandes precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha.


Do alto dos meus três meses ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia, eu vou sair por aí, vou saber telefonar e posso lhe deixar doida para saber o que ando fazendo e então você vai entender como me sinto agora.


Mas não precisamos dessa guerra mamãe. Até lá já poderemos nos entender inclusive através das palavras.


Sinto a angústia da separação, pois terminei de viver uma das grandes. Você também, mas vive tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente.

Por enquanto nossa comunicação direta fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo para mim. Você pode até achar que não sabe nada e que tudo é novo para você, mas eu vou aprender o que você me ensinar através da sua sensibilidade, dos seus sentimentos em relação a mim.


Sabe, mamãe, se você quer um conselho, vou dar: quando eu chorar à noite, não salta logo para meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar.


Espere um pouquinho, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebês, somos muito sensíveis aos sentimentos dos adultos, especialmente os da mamãe. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.


Conforme você for desenvolvendo sua paciência mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamãe/bebê, que um dia passam, como tudo na vida.


Sempre seu,

Gu-gu dá-dá!

(Livro Bebês de Mamães Mais que Perfeitas - http://www.centauroeditora.com.br/ )

Primeiro frasco cheio para doação

Meu primeiro frasco cheio para doação de leite materno
Estou muito feliz hoje, pois depois de começar doando apenas 1 dedinho de leite do frasco de maionese, consegui, após 8 dias, encher um frasco de Nescafé para o Banco de Leite do meu município.

Fico muito orgulhosa em poder ajudar os pequeninos e, ao mesmo tempo, garantir que meu leite continue abundante para minha Marina.
 
Comecei doando um dedinho de leite, depois quase metade de um frasco, depois um pouco mais da metade e agora um frasco cheio, ou seja, quanto mais ela mama e mais eu tiro, mais leite produzo. E olha que eu já tenho quase 34 anos e a Marina é a minha primeira gravidez.
Posted by Picasa

Primeira mamada longe bem longe de casa

Marina mamando em Monte Sião
Passei uns dias sem escrever porque a Marina e seus amigos Julia e Arthur foram à sua primeira viagem: Águas de Lindóia (SP) e Monte Sião (MG). Os bebês de dois meses adoraram dar a volta na pracinha de carrinho e acharam o máximo todos chorarem ao mesmo tempo na hora da janta. Brincadeinha: foi ótimo!!! Ir com os outros casais nos deu muita segurança, já que todos são pais de primeira viagem e deu para descansarmos um pouco... A única coisa que atrapalhou foi o trânsito da ida e da volta.

Ah, e com esta capinha foi muito mais fácil amamentar tranquila! A Marina adorou.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bombinha ou ordenha manual?

Meu leite ainda empedra, então fui atrás de uma bombinha. Antes de comprar, fui me informar a respeito de todas. Este texto me ajudou bastante:

As bombinhas elétricas e manuais tendem a ser mais rápidas e eficientes. Nas elétricas, você colocará junto ao seio uma peça de sucção, ligará a máquina e a deixará fazer o trabalho de extrair o leite e transferi-lo para um recipiente conectado.

As bombinhas manuais também se utilizam de uma peça de sucção, mas é você quem tira o leite ao apertar um mecanismo, em vez de contar com a pressão feita através de um equipamento elétrico. Em média, leva-se de 15 a 45 minutos para esvaziar os dois lados. As boas bombinhas tentam imitar o movimento de sucção dos bebês, estimulando a "descida" do leite sem causar dor.

Para escolher a bombinha mais adequada às suas necessidades, considere, além do preço, o quanto pretende usá-la e também quanto tempo terá disponível para tirar o leite. Se você trabalha fora e tem um dia muito atrapalhado, talvez seja difícil encontrar tempo livre, e valha a pena investir em uma bombinha elétrica. Esse tipo de equipamento é bem caro, mas pode ser alugado, pelo tempo que você precisar, em várias cidades do Brasil. Informe-se com o pediatra ou com o obstetra, ou ainda pergunte na maternidade em que deu à luz.


Assim como a amamentação em geral, a ordenha do leite, seja com a bombinha, seja com as mãos, também requer alguma prática, um pouco de paciência e muita tranquilidade. Quando estiver tentando, mantenha os movimentos ritmados, mas pense em alguma outra coisa -- de preferência no seu bebê (mas também pode ser assistindo a um programa de TV). Assim você aliviará a tensão e, quando se der conta, estará ordenhando uma boa quantidade de leite.


Lembre-se: Tanto na ordenha manual como na com bombinha, os primeiros movimentos servem para estimular a produção de leite, portanto é normal que não saia nada nos primeiros minutos. Não desista! Quando você menos esperar, vai ver o leite esguichando.


Retirado de:


Acabei comprando aquela que parece uma "buzina", muito boa para que não tem os mamilos machucados, mas não cabe muito leite nela e fica fácil derrubar dentro da bola de borracha o leite, o que não pode. Comprei uma manual da Nuk (Sensitive - foto acima), ajuda bastante, não dói e facilita para tirar um pouco manualmente, então acabo usando para estimular, tiro um pouco com a bombinha, aí quando começa a sair, ordenho um pouco manual, quando diminui o fluxo, volto com a bombinha, sempre intercalando com massagens e com uma bolsa de água quente em cima.

Não compre aquela em forma de seringa (Lillo), pois "arrebenta" o mamilo e o leite que é bom, não sai nada!!!

Tiro sempre uma quantidade para minha bebê caso ela precise (ainda não precisou) e o restante, dôo ao Banco de Leite da minha cidade. Não consigo encher vários frascos, igual a gente vê na TV, mas pelo menos meio frasco de maionese a cada dez dias eu me comprometi a doar. Bebo bastante água, tomo chá de erva-doce todos os dias para conseguir manter meu compromisso com minha bebê e com os outros bebês que precisam.

Quanto à elétrica, embora pareça ser muito boa, achei que não compensava, mesmo alugando (comprar é muito caro!!!), pois tiro leite só para alívio da mama e para doar, acho que só compensa se precisar tirar muita quantidade para o bebê tomar, quando voltar a trabalhar e tal...

Marina e sua bochechas aos 2 meses

sábado, 14 de agosto de 2010

Chupetar? Não! Amar.

Às vezes fica difícil escrever todos os dias, visto que uma bebê de dois meses me solicita quase o tempo todo, digo quase porque ainda consigo tomar banho, comer e dormir (às vezes...). Então fica um blog assim, não diário, mas sempre que possível passo por aqui...

Dia 6 completamos 2 meses de amamentação. Pelo jeito deu certo.

Marina nasceu em 06/06/10 com 2780g e 46,5cm. Dia 5/08/10 estava com 4580g e 55cm. Perninha gorda, com dobrinhas e bochechas que só ela mesmo tem.

Peso e tamanho não é tão importante quanto ver o brilho nos olhos dela, a pele hidratada, rosinha, cabelinhos crescendo fortes e o sorriso dela pela manhã quando acorda depois de 6 horas de soninho.

Para a Marina, o peito não é só para matar a fome. Serve para passar os soluços, para esquentar o corpinho (ou só as mãos...) em dias frios, para dar um soninho ou só mesmo para ter uma desculpa para ficar pertinho...e, de quebra, levar um pouquinho de leite, que a faz crescer forte e me ajuda a ter mais leite, pois quanto mais ela mama, mais leite meu corpo produz.

Como pode alguma mãe achar isso ruim? Escutava muito sobre "fazer o peito de chupeta" e tinha medo, pois as pessoas diziam que eu não deveria permitir isso. Não vejo o que escrevi no parágrafo de cima como "chupetar". Vejo somente como uma forma de dar e receber carinho e saber que ela pode contar comigo para ficar confortável e mais feliz.

Imagine-se sem poder falar, sem poder fazer nada sozinho, indefeso, podendo somente chorar para pedir tudo o que precisa. O peito é tudo o que o bebê tem. Lá ele mata a fome, sente-se protegido, sente seu calor, ouve seu coração e percebe seu carinho. Não negue isso ao seu bebê.

Agora me lembro novamente da tirinha da Maitena (http://amamentartudodebom.blogspot.com/search/label/Divers%C3%A3o ), o último quadrinho, que diz: "... Porque dar de mamar é a síntese perfeita de mamãe com amar."

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Leite de vaca e as cólicas

Cólicas...

O pior pesadelo dos pais no primeiro mês de vida do bebê!!! Este período já é tão difícil que esta a gente não precisava passar, vamos combinar, não?

No meu caso, depois de 40 dias, resolvi o problema. A Marina tinha cólicas desde o quarto dia de vida e olha, não foi fácil.

Li a respeito do leite de vaca na alimentação da mãe que amamenta. Estudos atuais indicam que possa haver uma relação entre ás cólicas de alguns bebês e a ingestão de leite de vaca e derivados pela mãe. Isso porque proteína existente no leite de vaca passa para o leite materno e, como o bebê ainda não tem o aparelho digestivo amadurecido, ele não consegue digerir esta proteína, causando desconforto intestinal.

No início, parei de tomar leite (uma dificuldade para uma "bezerra" feito eu) e vi que as cólicas se limitaram apenas para o período noturno (o que ainda é um pesadelo, diga-se de passagem).

Entretanto, como perdi peso muito rápido (perdi os 13Kg da gravidez em 40 dias) e meu IMC (indice de massa corporal) é baixo (158cm e 46 Kg), fiquei com receio de diminuir muito o que comia e prejudicar a amamentação. Então, encontrei uma médica neonatologista especialista em amamentação, marquei (paguei...) e passei com ela.

Ela concordou com a minha atitude e me orientou a parar, inclusive, com os derivados enquanto estiver amamentando. A CÓLICA SUMIU!!!!

Dali alguns dias, fiz a prova de fogo: comi docinhos na festa do bebê de uma amiga. Resultado: passamos a noite em claro com a Marina chorando de dor!!!
A médica disse que os derivados são ainda piores do que o leite, pois a proteína do leite, neste caso, está concentrada. (Se você já fez queijo, viu que 1 litro de leite faz um queijinho pequenininho, então uma fatia de queijo corresponde a alguns copos de leite..., bem como o creme de leite, o leite condensado...)

Hoje, minha vida é a SOJA: leite condensado, creme de leite, biscoitos sem leite... tive que deixar o requeijão (haja maionese!!!), a margarina (só a Becel não tem leite), os pães com leite (achei até bisnaguinha sem leite!).
E como é difícil encontrar coisas no restaurante, no supermercado sem leite!!! de doce, só posso comer suspiro e quindim, e a pizza, todas têm queijo. Fico imaginando como é difícil para as pessoas que realmente não podem consumir o leite como é complicado. Um chocolate de soja em barra de 30g custa R$3,90! Comer fora ou na casa de alguém torna-se uma tarefa enrolada (fora que você vira a visita chata hehehe)

Assim, o que mais sinto falta é dos derivados, mas faço qualquer sacrifício para que minha lindinha se sinta bem e possa continuar tomando meu leite.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Caderno de Amamentação e Alimentação do Ministério da Saúde

Tudo, simplesmente tudo sobre amamentação:

Caderno Atenção Básica

Semana mundial do aleitamento materno 2010 (01 a 07/08)



E não é só em Brasília não!!!
Você já fez sua parte? Eu já!!!

A importância do bebê esvaziar a mama

Leite anterior e Leite posterior

O leite do começo, ou anterior, surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água. O leite que surge no final da mamada, leite posterior, parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais rico em energia. Fornece mais da metade da energia do leite materno. Dessa forma, é importante que durante a mamada o bebê esvazie uma mama, pois só será saciado se mamar o leite do fim. O leite do começo sacia a sede e o do fim, a fome do bebê.

Se a mãe oferecer cada mama somente por alguns minutos, o bebê não irá mamar o leite do fim. É importante deixar que o bebê pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba pequena quantidade de leite do fim, ou seja, menos gordura. Dessa forma muitas mães desistem de amamentar, pois como o bebê irá chorar de fome, ela acreditará que seu leite é fraco.


Retirado de:
http://www.desnutricao.org.br/4_2/principal_promocao_da_saude.htm




Se seu bebê não esvazia a mama, como foi o caso da Marina durante muito tempo, faça a ordenha, que pode ser manual mesmo. Pode ser antes do bebê mamar (aí você tira um pouco, só para aliviar a mama) ou depois, neste caso,  retire o leite até que somente saiam gotinhas (e não mais jatinhos) ou até que não saia nada. Não se esqueça que o leite antes é mais rico em açúcar e depois, em gordura. Ambos são importantes. Alterne as retiradas.

Coloque num frasco de vidro fervido e feche com uma tampa plástica. Você pode ir colocando leite sobre leite por até 10 dias desde que guardado no freezer. Se não quiser guardar para dar ao seu bebê no copinho mais tarde,  ligue para o Banco de Leite da sua cidade que eles vêm recolher.

Esvaziar a mama é bom para o seu bebê, para os outros bebês que você pode doar e bom para você, pois alivia o desconforto do peito cheio.

Bloqueio do ducto lactífero - empedramento

Pois é, esse é o nome do tal "empedramento". Estou assim desde ontem. Está empedrado bem no elástico do soutien, ontem tentei esvaziar, coloquei compressa quente, coloquei a Marina para mamar mais de uma vez seguida e nada. Tomei um antiinflamatório para dormir e hoje estou eu na luta de novo. Fui buscar informações na internet e encontrei isso daqui:

Bloqueio de ductos lactíferos

O bloqueio de ductos lactíferos ocorre quando o leite produzido numa determinada área da mama por alguma razão não é drenado adequadamente (não é necessária uma obstrução sólida). Isso ocorre com freqüência quando a mama não está sendo esvaziada adequadamente, como quando a amamentação é infreqüente ou quando a criança apresenta sucção inefetiva. Pode ocorrer também quando existe pressão local em uma área, como, por exemplo, um sutiã muito apertado, ou como conseqüência do uso de cremes nos mamilos.
Tipicamente, o bloqueio se manifesta pela presença de nódulos mamários sensíveis e dolorosos numa mãe sem outras doenças da mama. Pode haver dor, calor e eritema na área comprometida, não acompanhados de febre alta. Às vezes, essa condição está associada a um pequeno, quase imperceptível ponto branco na ponta do mamilo, que pode ser muito doloroso durante as mamadas (4).

Prevenção

Qualquer medida que favoreça o esvaziamento completo da mama irá atuar na prevenção do bloqueio de ductos lactíferos. Assim, técnica correta de amamentação e mamadas freqüentes diminuem esta complicação, assim como usar sutiã que não bloqueie a drenagem do leite e não usar cremes desnecessários nos mamilos.

Tratamento

Na presença de bloqueio de ducto, fazem-se necessárias as seguintes medidas para desbloqueá-lo:

- amamentar com freqüência;
- utilizar distintas posições para amamentar, oferecendo primeiramente a mama afetada, com o queixo do bebê direcionado para a área afetada, o que facilita a retirada do leite da área;
- calor local e massagens suaves da região atingida, na direção do mamilo, antes e durante as mamadas;
- ordenhar a mama caso a criança não esteja conseguindo esvaziá-la.

Caso haja o ponto esbranquiçado na ponta do mamilo, ele pode ser removido esfregando-o com uma toalha ou com uma agulha esterilizada.

Retirado de:


Vou tentar depois posto o resultado.

Resultado:
Bom, dois dias depois, tirei o leite da mama que estava boa, coloquei a concha coletora para que ela não empedrasse também e deixei a Marina mamar por 3 vezes só a que estava empedrada, com uma bolsa de água quente bem no local. Fui fazendo massagens leves ao longo do dia. Coloquei um soutien mais largo.

Foi melhorando. Hoje, dois dias depois, ainda está dolorido, mas não está mais empedrado. Descobri o que ocasionou o problema: soutien apertado. O elástico ficou bem em cima da mama e bloqueou a saída do leite. Resumindo: voltei para os soutiens de amamentação que eu tinha aposentado...

Almofada de amamentação

Relutei muito para comprar uma almofada de amamentação enquanto estava grávida. Pensei que era uma daquelas coisas que a gente compra de "farra" e depois não usa. Até que, no segundo dia que estava amamentando, ainda na maternidade, pedi para meu marido ir correndo comprar uma. É ilusão achar que nossos bracinhos aguentam por muito tempo segurar estes "pacotinhos".
No entanto, no princípio, não utilizei como recomendado na embalagem (embaixo do bebê). A Marina eera muito pequenina (46,5cm e 2780g), então, sentei-me na poltrona e apoiei o cotovelo nela. Foi ótimo, pois assim eu jogava o peso da Marina todo na almofada e não nas costas.

Hoje, como ela já está crescidinha (55cm e 4590g), deixo embaixo dela. Às vezes apóio o corpinho dela, às vezes, deixo meu braço entre ela e a almofada só para apoiar. Achei essa imagem na net que ilustra uma das posições:



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